Auxílio Mulher Paranaense pode ser solicitado no CRAM

Auxílio Mulher Paranaense pode ser solicitado no CRAM

Programa oferece meio salário-mínimo por até 12 meses para vítimas de violência doméstica

CRAM realiza acolhimento de vítimas de violência doméstica no município. Foto: PMFI.
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Foz do Iguaçu (PR) — O Auxílio Mulher Paranaense pode ser solicitado no CRAM por mulheres em situação de violência doméstica ou familiar que precisaram deixar suas casas por risco de morte ou grave ameaça.

O atendimento no município é realizado pelo Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), espaço responsável pelo acolhimento, orientação e encaminhamento das mulheres que se encontram em situação de vulnerabilidade social e violência de gênero.

O programa integra as ações do Recomeço Paraná e prevê o pagamento mensal de meio salário-mínimo por até 12 meses. Em alguns casos, o valor pode ser ampliado em 5% do salário-mínimo, especialmente para gestantes, lactantes, mulheres responsáveis por crianças de até seis anos ou pessoas com deficiência.

A proposta do benefício é permitir que mulheres ameaçadas consigam romper ciclos de violência sem depender financeiramente dos agressores, realidade que ainda impede milhares de vítimas de deixarem ambientes marcados por agressões físicas, psicológicas e patrimoniais.

Auxílio para mulheres vítimas de violência em Foz do Iguaçu exige critérios

Para acessar o benefício, as mulheres precisam atender aos critérios definidos pela Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná (SEMIPI). Entre as exigências estão possuir medida protetiva vigente, comprovar situação de vulnerabilidade socioeconômica, residir no Paraná há pelo menos 180 dias e apresentar indicação de risco elevado. O auxílio também atende mulheres que precisaram fugir da própria residência ou até mudar de município para preservar a vida.

A secretária municipal da Mulher, Scheila Melo, afirmou que o benefício fortalece a rede de proteção já existente em Foz do Iguaçu e ajuda mulheres a reconstruírem suas vidas.

“O Auxílio Social Mulher Paranaense vem para somar às ações que já desenvolvemos em Foz do Iguaçu no atendimento às mulheres em situação de violência. Nós temos um olhar atento e sensível para essas mulheres, trabalhando para criar condições para que elas possam recomeçar”, destacou.

Segundo ela, o apoio financeiro representa uma política pública voltada não apenas ao acolhimento emergencial, mas também à reconstrução da autonomia das vítimas.

“Esse apoio financeiro, que pode chegar a até um ano, é um investimento do Governo do Estado do Paraná na vida das mulheres e na sociedade. Acreditamos que veremos muitas histórias de recomeço sendo construídas a partir desse suporte”, afirmou.

Violência contra mulheres segue como desafio social no Paraná

A criação do auxílio acontece em meio ao aumento das discussões sobre feminicídio, violência doméstica e vulnerabilidade social enfrentada por mulheres em diferentes regiões do país. Em muitos casos, a dependência financeira do agressor ainda aparece como um dos principais obstáculos para que vítimas consigam romper relações marcadas por violência contínua.

Nesse cenário, programas de proteção social acabam assumindo papel importante no enfrentamento da violência de gênero, especialmente em cidades de fronteira como Foz do Iguaçu, onde diferentes fatores sociais e econômicos ampliam situações de vulnerabilidade. Atualmente, Foz do Iguaçu aparece entre os municípios paranaenses com maior número de concessões do benefício, somando 32 mulheres atendidas pelo programa estadual.

O Centro de Referência de Atendimento à Mulher atua como porta de entrada para mulheres vítimas de violência no município, oferecendo orientação jurídica, apoio psicológico, acolhimento social e encaminhamentos dentro da rede de proteção. Além do auxílio financeiro, o espaço também auxilia mulheres no acesso a serviços públicos e medidas protetivas previstas na legislação brasileira. Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelos telefones 180, da Central de Atendimento à Mulher, 153 da Guarda Municipal ou 190 da Polícia Militar.


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