PF deflagra operação contra grupo que enviava cocaína à Europa

PF deflagra operação contra grupo que enviava cocaína à Europa

Polícia Federal cumpre sete mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão contra grupo investigado por enviar cocaína à Europa por meio de "mulas"

Foto: Polícia Federal.
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Foz do Iguaçu, PR – A Polícia Federal deflagrou, na última terça-feira (30), a Operação Añetete para desarticular uma organização criminosa investigada por atuar no tráfico internacional de drogas, especialmente cocaína, com destino a países da Europa.

Ao todo, foram cumpridos, em Foz do Iguaçu (PR), três mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva contra integrantes do grupo investigado.

As investigações apontam que a organização utilizava o transporte aéreo para enviar entorpecentes ao exterior, principalmente por meio dos aeroportos de Foz do Iguaçu (PR) e de Guarulhos (SP). Segundo a Polícia Federal, as drogas eram transportadas por pessoas recrutadas para atuar como “mulas”.

De acordo com a apuração, a cocaína entrava clandestinamente no Brasil pela fronteira com o Paraguai e era levada para a região da Tríplice Fronteira. Em seguida, os investigados providenciavam hospedagem para os transportadores em hotéis da região, onde eles permaneciam antes do embarque internacional.

O esquema consistia na fixação da droga junto ao corpo das “mulas”, que embarcavam em voos nacionais com conexão para países europeus.

As investigações permitiram relacionar a organização criminosa a pelo menos 11 apreensões de entorpecentes registradas entre 8 de março de 2023 e 24 de junho de 2025.

Apreensões

Durante o cumprimento dos mandados, na residência apontada como pertencente ao líder da organização, os policiais apreenderam passaportes em nome de terceiros, documentos, aparelhos eletrônicos, um veículo e valores em espécie, totalizando cerca de 35 mil euros, 5 mil dólares e R$ 1,6 mil.

A Polícia Federal também identificou que o principal investigado, que possui antecedentes criminais, utilizava identidade falsa. A descoberta da sua verdadeira qualificação deu origem ao nome da operação.

“Añetete”, palavra de origem tupi-guarani, significa “verdadeiro”, “autêntico” ou “real”.


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