Curitiba, PR – Às vésperas da relicitação da Malha Sul, o pré-candidato do PSD ao Governo do Paraná, Sandro Alex, propôs um pacote único para as ferrovias do Paraná, unindo ativos estaduais e federais em uma única concessão. A modelagem replica o formato adotado nas rodovias paranaenses que, segundo ele, viabilizou mais de R$ 80 bilhões em investimentos. A declaração foi feita durante encontro do Masterboard Curitiba com empresários, que contou com as presenças do governador Ratinho Junior e do pré-candidato ao Senado Alexandre Curi.
O contrato da Malha Sul, operado pela Rumo Logística, expira em fevereiro de 2027. O processo de relicitação, conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), está em fase de audiências públicas. Paralelamente, a expansão da Nova Ferroeste segue pendente de etapas sob responsabilidade da União – o que torna a unificação das concessões uma aposta para destravar os dois projetos simultaneamente.
Na avaliação do pré-candidato, integrar os ativos estaduais e federais em uma única modelagem aumenta a concorrência entre os interessados e reduz custos das obras. O argumento central é reproduzir no trilho o que o estado fez no asfalto.
“O que fizemos nas rodovias foi unir as estradas estaduais e federais em uma única modelagem, fortalecendo todo o sistema e garantindo investimentos em toda a malha. Investimentos de mais de R$ 80 bilhões. Na ferrovia, o objetivo é unir a Malha Sul e a Ferroeste em um grande pacote ferroviário”, disse Sandro Alex.
Enquanto o novo modelo de concessão ainda está em discussão na ANTT, o Governo do Paraná prepara a infraestrutura portuária para o salto de carga esperado. Principal obra em andamento, o Moegão Ferroviário do Porto de Paranaguá tem conclusão prevista para as próximas semanas. Com investimento de aproximadamente R$ 687 milhões, a estrutura terá três linhas férreas independentes e 1,7 quilômetro de galerias subterrâneas equipadas com correias transportadoras ligadas aos terminais.
O Moegão permitirá o descarregamento simultâneo de até 180 vagões e ampliará em cerca de 60% a capacidade ferroviária do porto – dos atuais 550 para aproximadamente 900 vagões por dia. Fora o ganho logístico, a obra elimina as manobras de trens dentro do perímetro urbano de Paranaguá, reduzindo cruzamentos com veículos e melhorando a mobilidade na cidade.


















