Curitiba, PR – A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou na segunda-feira (22), em sessão plenária, o Projeto de Lei nº 251/2026, que reconhece o pinhão como Patrimônio Cultural Imaterial do Paraná. A proposta foi votada no primeiro dia útil após o início oficial do inverno, período em que o fruto da araucária árvore símbolo do Estado ganha destaque nas feiras, mercados e na gastronomia regional.
A iniciativa reconhece não apenas o valor alimentar do pinhão, mas também o conjunto de práticas culturais associadas ao fruto, incluindo os modos tradicionais de colheita, as formas de preparo transmitidas entre gerações, os encontros familiares, as festas típicas e as iniciativas gastronômicas que ajudam a preservar essa tradição paranaense.
O projeto também prevê o incentivo a ações de valorização cultural por parte do Estado, como a realização de eventos, feiras, atividades educativas e projetos voltados à preservação e difusão dos conhecimentos relacionados ao pinhão.
Em justificativa apresentada junto à proposta, o autor do projeto destacou a importância cultural do fruto para a identidade paranaense.
“O nosso gabinete é muito envolvido com as pautas da cultura, justamente porque faço parte da Comissão de Cultura e então carregamos essa responsabilidade de valorizar a identidade do Paraná. E, olhando para tudo isso, tivemos a surpresa de que o pinhão ainda não tinha esse reconhecimento oficial como patrimônio cultural. E ele merecia, né? Estamos falando de algo que atravessa gerações, que está na mesa das famílias, que movimenta a economia e que faz parte da alma do nosso Estado”, afirmou.
A justificativa do projeto ressalta ainda que o pinhão ocupa lugar de destaque na história do Paraná muito antes de se consolidar como símbolo do inverno. O fruto foi base da alimentação de povos indígenas do Sul do Brasil e permaneceu presente ao longo de diferentes ciclos econômicos e transformações sociais.
Atualmente, o pinhão integra o cotidiano de comunidades rurais e urbanas, sendo comercializado em feiras, mercados e restaurantes, além de contribuir para a geração de renda de produtores e trabalhadores envolvidos em sua cadeia produtiva.
Com a aprovação em plenário, o reconhecimento reforça a importância cultural, histórica e econômica do pinhão para o Paraná, consolidando oficialmente uma tradição que atravessa gerações e permanece presente na identidade do Estado.



















