Brasília, DF – Mais de 55,8 milhões de brasileiros já emitiram a Carteira de Identidade Nacional (CIN), de acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) consolidados até 12 de junho. O documento, que utiliza o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) como número único de identificação, está disponível em todo o país e reúne recursos de segurança que buscam ampliar a confiabilidade dos registros públicos e facilitar o acesso a serviços presenciais e digitais.
A primeira via da CIN é gratuita e pode ser emitida em todos os estados brasileiros. Para solicitar o documento, o cidadão deve apresentar a certidão de nascimento ou de casamento. Atualmente, são emitidas, em média, 39,6 mil carteiras por dia e cerca de 1,13 milhão por mês. Somente nos primeiros dias de junho de 2026, foram registradas 782,6 mil novas emissões.
A nova carteira substitui o antigo Registro Geral (RG) e elimina a possibilidade de uma mesma pessoa possuir diferentes números de identidade em estados distintos. A medida reduz duplicidades e fortalece a integração dos cadastros públicos.
Segurança e biometria
A Carteira de Identidade Nacional incorpora mecanismos modernos de segurança, como o QR Code, que permite verificar a autenticidade do documento por meio do aplicativo oficial de leitura da CIN, disponível gratuitamente para dispositivos móveis. A ferramenta também possibilita consultar as informações presentes na versão física da carteira.
Outra inovação é a integração aos sistemas biométricos de identificação, reforçando a segurança dos cidadãos e do Estado e contribuindo para um acesso mais seguro a serviços públicos e benefícios sociais.
Prazo de validade
A validade da CIN varia conforme a idade do titular. Para crianças de até 12 anos incompletos, o prazo é de cinco anos. Para pessoas entre 12 e 60 anos incompletos, a validade é de dez anos. Já para cidadãos com mais de 60 anos, o documento possui validade indeterminada.
Documento segue padrão internacional
A nova identidade também adota padrões internacionais de identificação e conta com uma Zona de Leitura Mecânica (MRZ), semelhante à utilizada em passaportes. Com isso, a CIN pode ser utilizada em viagens para países que mantêm acordos com o Brasil, como os integrantes do Mercosul. O documento, porém, não substitui o passaporte para viagens a outros destinos internacionais.
Integração com o GOV.BR
Além de funcionar como documento oficial de identificação em todo o território nacional, a CIN está integrada à plataforma GOV.BR e permite ao cidadão obter a conta nível Ouro, o mais alto grau de segurança disponível para acesso aos serviços digitais do Governo Federal.
O documento também pode ser utilizado para recuperar o acesso à conta GOV.BR em situações como perda ou troca de celular. Para isso, é necessário manter o aplicativo atualizado, possuir a versão física da carteira, realizar o reconhecimento facial e efetuar a leitura do QR Code presente no documento. Após a validação da identidade, um código de confirmação é enviado por e-mail ou SMS para concluir o processo.
Versão digital reúne outros documentos
Outra vantagem da nova carteira é a disponibilização da versão digital no aplicativo GOV.BR. Após receber o documento físico, o cidadão já pode acessar a plataforma para baixar a CIN em formato digital, facilitando sua utilização em viagens e outras situações que exijam identificação.
A versão digital também permite a inclusão de outros documentos e registros, como Título de Eleitor, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), identidade funcional, certificado militar, PIS/Pasep, NIS e NIT. Para isso, os documentos devem ser apresentados durante o processo de emissão da carteira.
Benefícios sociais
Considerada uma das bases da Infraestrutura Pública Digital de Identificação Civil, a Carteira de Identidade Nacional deverá contribuir para o aprimoramento dos cadastros dos programas sociais e para a qualificação das bases de dados da administração pública.
Em abril deste ano, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) definiu um novo cronograma para a adoção da CIN na concessão e renovação de benefícios sociais. Pessoas sem cadastro biométrico deverão emitir a nova identidade a partir de janeiro de 2027. Para quem já possui biometria cadastrada — seja na Justiça Eleitoral, na CNH ou no passaporte — a obrigatoriedade passará a valer a partir de janeiro de 2028.


















