Gestão Integrada pede revisão de acessos na Rodovia das Catarata

Gestão Integrada pede revisão de acessos na Rodovia das Catarata

Entidade solicita reunião técnica com DNIT e DER-PR para reavaliar alterações no projeto da duplicação da BR-469, que retiraram acessos ao Aeroporto Internacional e pontos de retorno previstos originalmente

Foto: Divulgação.
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Foz do Iguaçu, PR – A Gestão Integrada do Turismo de Foz do Iguaçu aguarda uma manifestação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) sobre o pedido de uma reunião técnica para discutir alterações na duplicação da BR-469, a Rodovia das Cataratas.

Os ofícios encaminhados aos dois órgãos na sexta-feira passada solicitam esclarecimentos e a reavaliação de mudanças no projeto executivo original, especialmente em relação à retirada de acessos e retornos previstos para a rodovia. A preocupação aumenta à medida que novos trechos da obra entram na fase final de execução.

“À medida que a obra avança e alguns trechos começam a ser entregues, percebemos a falta de elementos previstos no projeto original”, afirma o coordenador da Gestão Integrada do Turismo de Foz do Iguaçu e presidente do Fundo Iguaçu, Fernando Antônio Martin Maye, responsável pela assinatura dos ofícios.

O projeto executivo da duplicação foi custeado pelo Fundo Iguaçu, integrante da Gestão Integrada. Segundo a entidade, sua elaboração contou com discussões e apresentações aos diversos setores da sociedade, que contribuíram com sugestões para atender às demandas atuais e ao crescimento da região.

Alterações previstas preocupam setor turístico

Entre as mudanças apontadas está a retirada da alça de acesso ao Aeroporto Internacional para veículos que seguem no sentido Parque Nacional do Iguaçu/Aeroporto. Com a alteração, os motoristas precisam seguir em direção ao Centro até o próximo retorno, percorrendo aproximadamente cinco quilômetros a mais para acessar o terminal.

De acordo com a Gestão Integrada, a mudança pode impactar principalmente turistas que visitam os atrativos da cidade antes de embarcar, além de aumentar congestionamentos em períodos de maior movimento, como feriados e grandes eventos.

A entidade também avalia que a retirada do acesso amplia o tempo de deslocamento, eleva o consumo de combustível, aumenta a emissão de poluentes, sobrecarrega a rodovia e dificulta a operação do transporte turístico, táxis e motoristas de aplicativo.

“Todo esse tráfego terá que seguir para o mesmo ponto de retorno para conseguir chegar ao aeroporto. Isso aumenta o deslocamento, pode gerar filas e até ampliar o risco de um passageiro perder o voo”, afirma Maye.

Outra alteração destacada é a retirada do anel de retorno para motoristas que trafegam no sentido Centro/Parque Nacional e precisam retornar em direção ao Centro. Sem essa estrutura, será necessário seguir até o próximo ponto de retorno, ampliando o percurso.

Expansão turística e mobilidade

A Gestão Integrada também considera o potencial de expansão da atividade turística ao longo da Rodovia das Cataratas. Segundo a entidade, novas áreas poderão receber hotéis e atrativos turísticos, aumentando a circulação de veículos na região.

“São áreas que poderão receber novos hotéis e atrativos turísticos, o que significa maior circulação de veículos. Quem sair desses empreendimentos em direção ao Centro, ao Paraguai, à Argentina ou à Itaipu terá que percorrer uma distância adicional para fazer o retorno”, explica o coordenador.

Outro ponto apresentado aos órgãos responsáveis é a ausência de uma opção de retorno nas proximidades do acesso ao Centro de Visitantes do Parque Nacional do Iguaçu. Como alternativa, a entidade propõe a implantação de uma pequena rotatória ou outra estrutura que permita aos veículos de turismo acessar diretamente o parque pelo antigo portão, reduzindo deslocamentos desnecessários.

A Gestão Integrada reconhece os avanços proporcionados pela duplicação da BR-469, especialmente em relação ao aumento da capacidade da rodovia e à segurança viária. A entidade lembra ainda que as três passarelas para pedestres previstas no projeto executivo também haviam sido retiradas durante a execução da obra, mas foram reinseridas após uma reunião em Brasília, quando o DNIT confirmou a construção das estruturas.

“Estamos buscando informações e diálogo para reunir os técnicos e os responsáveis pela obra. Acreditamos que o bom senso vai prevalecer e que será possível incorporar os acessos previstos no projeto original, evitando problemas futuros para a mobilidade e para o turismo”, conclui Maye.

A Gestão Integrada do Turismo reúne a Secretaria Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu, Itaipu Binacional, Itaipu Parquetec, Visit Iguassu e Fundo Iguaçu, articulando instituições públicas e privadas para o desenvolvimento do turismo no destino.


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