Tel Aviv, Israel – O grupo Handala anunciou no domingo a invasão de sistemas da Unidade de Monitoramento e Análise de Inteligência de Mídia do exército de Israel. A ação resultou na divulgação de mais de 500 documentos confidenciais e dezenas de milhares de mensagens internas de setores estratégicos do Estado.
O setor atacado atua de forma direta com o aparato de vigilância militar de Israel, incluindo a Unidade 8200 e o Departamento de Censura Militar. Ao justificar a ofensiva contra as redes estatais, os invasores afirmaram:
“A operação expôs novas vulnerabilidades nos sistemas de inteligência e de mídia de Israel.”
Os arquivos e as mensagens foram colocados em circulação pública nas páginas DataSecret e DropSite. A ofensiva cibernética atinge a estrutura que controla a circulação de notícias, filtra informações públicas e direciona narrativas bélicas em meio às disputas armadas no Oriente Médio.
Os integrantes do grupo afirmaram que vão publicar nos próximos meses o organograma da unidade e o nível de acesso que ela mantém sobre outros setores das Forças Armadas. A ação cumpriu um aviso divulgado no sábado, quando o coletivo marcou o domingo como prazo para expor sua presença nas redes governamentais.
A iniciativa dá sequência a um histórico recente de ataques do grupo. Em setembro, a organização expôs fotos pessoais de cerca de 700 agentes de segurança israelenses após invadir aparelhos celulares particulares.
Sobre a invasão dos telefones pessoais, o grupo declarou:
“Esta operação demonstra nossa capacidade de penetrar nos sistemas utilizados pelo pessoal de segurança israelense e obter informações confidenciais.”
Para quebrar a segurança desses dispositivos, o grupo utilizou o programa espião Naem. Os militantes citaram comunicados conjuntos de governos dos Estados Unidos, Reino Unido e Holanda que já apontavam o potencial dessa ferramenta contra barreiras de segurança cibernética ocidentais.
O Handala atua em defesa da causa palestina e contra as políticas de Washington e Tel Aviv. Suas ações digitais miram autoridades civis e militares para constranger o comando de guerra e confrontar a propaganda oficial israelense de invulnerabilidade tecnológica.
As operações aumentaram em volume e frequência desde 28 de fevereiro, marco dos ataques militares de Israel e Estados Unidos contra o Irã. O confronto ampliou o uso da internet como campo de batalha para desestabilizar comandos, disputar a opinião pública e vazar relatórios reservados.



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