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Copel Agro reduz em 12% espera por socorro na rede elétrica

Com 144 mil atendimentos desde abril, serviço reduziu tempo para religar energia em emergências climáticas no interior paranaense.

Centros de treinamento formam turmas próprias de eletricistas para atuar em propriedades rurais. Foto: JPGomes/Copel

Curitiba, PR – O programa Copel Agro reduziu em 12% o tempo médio de resposta para religar a rede elétrica em ocorrências de emergência no campo, segundo balanço dos primeiros cinco meses de funcionamento do serviço. A iniciativa atende 76 mil produtores rurais paranaenses das cadeias de proteína animal (frango, peixe, leite e suínos) e fumo, setores em que a falta prolongada de energia provoca a morte rápida de animais em aviários e tanques, além de prejuízos irreversíveis na estufagem de tabaco.

Desde a estreia em 6 de abril até o início de setembro, a central registrou 144 mil atendimentos. Os pedidos urgentes para restabelecer a luz somaram 101,9 mil ocorrências (70,5% do total), enquanto as demandas comerciais — como transferências de titularidade, emissão de segunda via de fatura e pedidos simples de ligação — responderam por 42,6 mil chamados (29,5%). A avaliação dos produtores ao final das ligações alcançou 95% de aprovação no índice CSAT (Customer Satisfaction Score).

Para sustentar a operação nas áreas rurais, a companhia começou a colocar em campo equipes próprias de eletricistas. O plano prevê 100 equipes exclusivas voltadas à cadeia de proteína; dessas, 32 já atuam nas estradas e propriedades.

“A gente tem avançado, cada vez mais, na atenção especializada ao produtor rural. Alcançamos mais de 140 mil atendimentos realizados pelo Copel Agro. São clientes atendidos por um ser humano que está dentro do nosso Centro de Operação, com prioridade nos atendimentos emergenciais”, explicou o gerente-executivo do Copel Agro, Marcelo Gonçalves.

Gonçalves detalhou a estratégia de contratação direta: “Estamos reforçando o time de campo com equipes próprias. A Copel está contratando e já contamos com 32 novas equipes, de um total de 100 equipes focadas no atendimento à cadeia de proteína. São eletricistas do quadro próprio da companhia que interagem diretamente com o cliente final, um reforço importante na relação de confiança entre o produtor rural e as equipes da Copel”.

Expansão da formação técnica no interior

Os profissionais que chegam ao campo passam pela Escola Copel de Eletricistas, que abriu turmas e processos de contratação em julho para atender diversas regiões do estado. A estrutura de treinamento saltou para oito unidades ativas: três tradicionais (Curitiba, Londrina e Cascavel) e cinco abertas recentemente em polos agrícolas: Matinhos, Toledo, Pato Branco, Umuarama e União da Vitória.

Até o encerramento do ano, a empresa prevê chegar a 13 centros de instrução no Paraná, com a inauguração de estruturas em Campo Mourão, Ubiratã, Medianeira, Francisco Beltrão e Laranjeiras do Sul. O foco geográfico mira o Oeste, Sudoeste e Noroeste, faixas que concentram o grosso da produção avícola, suinícola e leiteira exposta a temporais e quedas de galhos na fiação rural.

Rede trifásica e obras da porteira para dentro

Além do socorro imediato nas tempestades, o atendimento monitora o chamado do início ao fim. O sistema faz o repasse aos técnicos de pista e devolve ligações (callback) ao produtor para informar a previsão dos trabalhos e checar se a energia de fato voltou.

Outro ponto do programa envolve o acesso à rede trifásica, que conta com 25 mil quilômetros instalados no estado. Em conjunto com o governo estadual, por meio do “Se Liga Aí, Paraná!”, os produtores contam com subsídio nos juros de financiamentos bancários de até R$ 200 mil para puxar o trifásico até o barracão, trocar fiações antigas e comprar maquinário mais potente. Em paralelo, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR) atua prestando orientações técnicas sobre instalações internas para conter oscilações e queima de motores.

Para diminuir os desligamentos causados por árvores, prefeituras e agricultores participam de mutirões conjuntos de roçada e poda sob os cabos de média tensão.

“O Copel Agro não é apenas atendimento. Nossos técnicos analisam caso a caso as interrupções e atuam para solucionar problemas e religar os clientes. A maioria dos casos tem soluções de curto e médio prazos que têm melhorado a qualidade dos serviços aos clientes”, afirmou Gonçalves. “O objetivo principal do Copel Agro é que não existam perdas na produção dos clientes.”

Serviço

  • Telefone exclusivo (ligação gratuita 24h): 0800 643 7676
  • Consulta de cadastro rural: campo “subclasse de consumo” na fatura de luz ou pelo site copel.com/site/copelagro
  • Público prioritário: 76 mil produtores com registro CAD/PRO nas cadeias de aves, peixes, leite, suínos e fumo
  • Informações sobre financiamento da rede trifásica: copel.com/trifasico

Amilton Farias

Amilton Farias é jornalista, fundador e editor do portal Fronteira Livre. Com vivência em diferentes países da América Latina e atuação voltada ao jornalismo territorial, dedica sua escrita à análise política, social e cultural das fronteiras, dos territórios e das realidades que marcam a vida dos povos latino-americanos.

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