Paraná estreia primeiro Bonde Urbano Digital da América do Sul

Paraná estreia primeiro Bonde Urbano Digital da América do Sul

Veículo inteligente será testado em trajeto de 10 km entre os dois municípios Foto: Felipe Henschel/AEN
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Pinhais e Piraquara–PR – O Bonde Urbano Digital (BUD), considerado o sistema de transporte público mais inovador da América do Sul, iniciou sua operação experimental nesta terça-feira (9) com a primeira viagem oficial entre o Terminal São Roque, em Piraquara, e o Parque das Águas, em Pinhais. A partir da próxima semana, o itinerário será estendido até o Terminal de Pinhais, ampliando o alcance do novo modal na Região Metropolitana de Curitiba.

A viagem inaugural contou com a presença do governador Carlos Massa Ratinho Junior, que destacou o avanço tecnológico do BUD e o potencial para transformar o transporte de massa no estado. Fabricado pela CRRC Nanjing Puzhen, o veículo mescla características do VLT com a lógica do BRT curitibano, mas com um diferencial decisivo: a tecnologia Digital Rail Transit (DRT), que permite ao veículo seguir por um “trilho virtual” guiado por sensores, radares e marcadores magnéticos, dispensando infraestrutura fixa.

O sistema opera de forma 100% elétrica, silenciosa e com capacidade para até 280 passageiros, mantendo o mesmo valor da tarifa convencional (R$ 5,50). Embora tenha autonomia para rodar de forma autônoma em trechos específicos, seguirá com motoristas a bordo em todas as viagens, já que a regulamentação brasileira para condução totalmente automática ainda não está em vigor.

Uma alternativa aos modais tradicionais

Ratinho Junior ressaltou que o BUD pode ser uma solução intermediária entre metrô e VLT, custando até três vezes menos que sistemas sobre trilhos. A implantação rápida e o baixo impacto na malha urbana fazem do modelo uma aposta para corredores de alta demanda nas conexões metropolitanas.

Gilson Santos, diretor-presidente da Amep, reforçou que a tecnologia é vista como resposta ao aumento populacional nas cidades da RMC, que já supera Curitiba. “Precisamos repensar o transporte de massa, e o BUD surge como alternativa viável para grandes deslocamentos metropolitanos”, avaliou.

O secretário das Cidades, Guto Silva, classificou o modal como um possível “divisor de águas” para o transporte no Brasil, unindo a mobilidade de um ônibus, a capacidade do trem e a agilidade do metrô.

Tecnologia e infraestrutura

O BUD tem 30 metros de comprimento, é bidirecional e chega a 70 km/h. Utiliza supercapacitores em vez de baterias de lítio e recarrega em apenas 12 minutos, garantindo autonomia de até 40 quilômetros. A vida útil estimada é de 30 anos, três vezes mais que a de ônibus convencionais.

Para viabilizar a operação, foram feitas adaptações em terminais e vias, além da construção de uma garagem-oficina e de um Centro de Controle Operacional (CCO), de onde é possível acompanhar a rota em tempo real por câmeras instaladas no veículo.

Pioneirismo e projeção internacional

O Paraná é o primeiro estado da América do Sul a testar o Bonde Urbano Digital. O sistema já desperta interesse de prefeitos, gestores e delegações de países vizinhos, como Argentina, Chile, Colômbia e Costa Rica. Cidades brasileiras como Cuiabá também estudam a possibilidade de adotar o modelo.

A prefeita de Pinhais, Rosa Maria, e o prefeito de Piraquara, Marcus Tesserolli, destacaram que o novo modal combina com a vocação sustentável dos municípios e pode melhorar diretamente o deslocamento diário dos trabalhadores.


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