Brasília, DF – O Ministério da Defesa iniciou a Operação Ágata Arco Sul-Sudeste 2026, ação coordenada pelo Comando Conjunto Tamandataí para reforçar a segurança na faixa de fronteira da Região Sul do Brasil. A operação mobiliza efetivos, equipamentos e estruturas das Forças Armadas em diferentes pontos dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
A iniciativa integra esforços de combate aos crimes transfronteiriços e amplia a presença do Estado em áreas estratégicas da fronteira brasileira.
Operação reúne Forças Armadas e órgãos de fiscalização
Durante a Operação Ágata Arco Sul-Sudeste 2026, Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira atuam de forma integrada com órgãos de segurança pública e fiscalização.
Participam da ação a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, as Polícias Militares do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além da Receita Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e outras instituições parceiras.
As operações incluem patrulhamento terrestre em rodovias de acesso à faixa de fronteira, instalação de bloqueios e postos de controle em vias estratégicas, além do monitoramento de rios utilizados como rotas de circulação na região.
Segundo o Ministério da Defesa, o objetivo é fortalecer as atividades de prevenção, fiscalização, controle e repressão aos crimes transfronteiriços e ambientais.
Operação Ágata é realizada desde 2011
A Operação Ágata Arco Sul-Sudeste integra a Operação Ágata, coordenada pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) desde 2011. A iniciativa faz parte do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), voltado ao fortalecimento da vigilância e da segurança nas regiões fronteiriças do país.
Realizada periodicamente, a operação reúne as Forças Armadas e diversos órgãos de segurança e fiscalização para intensificar o combate aos ilícitos transfronteiriços, ampliar a presença do Estado e contribuir para a proteção das fronteiras brasileiras.
Origem do nome Tamandataí
O Comando Conjunto Tamandataí recebeu esse nome em referência ao Vapor Tamandathay, embarcação da Marinha do Império utilizada entre 1858 e 1883 para reforçar a presença brasileira nas fronteiras fluviais dos rios Tietê e Paraná.
O navio participou de operações durante a Guerra do Paraguai e, posteriormente, foi empregado no transporte de tropas, pessoal e suprimentos na região próxima ao município de Itapura, em São Paulo.
De acordo com o Ministério da Defesa, a denominação do comando resgata esse legado histórico e representa a continuidade das ações das Forças Armadas na proteção das fronteiras e das vias estratégicas do país.



















