Foz do Iguaçu, PR – A saúde pública em Foz do Iguaçu é o tema central da nova edição do Encontro de Voluntários promovido pelo Observatório Social do Brasil no município (OSB-FI). O evento, gratuito e aberto a toda a comunidade, acontece nesta terça-feira, 15 de setembro, a partir das 19h, na sede da Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (ACIFI), localizada na Rua Padre Montoya, 490, no centro da cidade.
O encontro reúne moradores, voluntários e gestores para discutir a qualidade e o acesso ao atendimento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na fronteira. Para compor a mesa de debates, a entidade convidou representantes diretos da gestão e da fiscalização local: a Secretaria Municipal de Saúde, o Conselho Municipal de Saúde (Comus) e a 9.ª Regional de Saúde do Paraná. O setor acadêmico também participa da discussão por meio de pesquisadores e professores da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste/Foz), do Centro Universitário Cataratas (UDC) e do Centro Universitário Descomplica UniAmérica.
Segundo o presidente do OSB-FI, Haralan Mucelini, a finalidade da mesa redonda é aproximar quem planeja, quem pesquisa e quem depende do atendimento nos postos e hospitais da cidade. “A intenção é ampliar o debate e a visão sobre os desafios na saúde pública e estimular a participação da sociedade no acompanhamento dos serviços oferecidos à população”, explicou. “Para contribuir com soluções, precisamos recorrer aos dados e indicadores e reunir todos os atores à mesa. Essa é a finalidade do painel”, completou Mucelini.
Além da discussão focada nos serviços de saúde, a equipe técnica do Observatório apresentará o 2.º Relatório Quadrimestral da entidade. O balanço reúne os dados consolidados do monitoramento das contas municipais nos últimos quatro meses, detalhando como os recursos dos impostos foram aplicados pela prefeitura e como estão as contratações de serviços essenciais prestados à população iguaçuense. O levantamento também aponta as despesas públicas que seguem sob apuração e cobrança contínua dos controladores sociais.
O encontro tem ainda como objetivo integrar quem já atua na entidade e atrair novos participantes para o controle social no município. Para atuar como voluntário, a organização não exige formação acadêmica nem conhecimento técnico anterior; o próprio Observatório repassa o método de trabalho e dá o suporte necessário para o acompanhamento dos gastos públicos. A única exigência é que a pessoa interessada não tenha filiação partidária ativa nem participe de articulações de campanha eleitoral, garantia exigida pelo estatuto para manter a independência das análises da gestão pública municipal.



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