Curitiba (PR) — Um gesto simples, executado da forma correta e no momento certo, pode significar a diferença entre a vida e a morte. Com esse objetivo, a Comissão de Saúde Pública da Assembleia Legislativa do Paraná promoveu nesta terça-feira (9) um treinamento sobre a Manobra de Heimlich, técnica utilizada para desobstruir as vias aéreas em casos de engasgo.
Realizada no Auditório Legislativo, a atividade reuniu servidores, colaboradores e demais interessados em aprender procedimentos básicos de primeiros socorros. A capacitação contou com o apoio da Escola do Legislativo e foi conduzida por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa).
O treinamento combinou orientações teóricas e exercícios práticos. Os participantes receberam informações sobre os riscos provocados pelo engasgo, os sinais de emergência e os protocolos recomendados para o atendimento inicial. Em seguida, os instrutores demonstraram as técnicas de desengasgo em adultos, crianças e bebês utilizando modelos realísticos.
Além da execução correta da manobra, os profissionais reforçaram a importância de acionar imediatamente o SAMU pelo telefone 192. Em situações de obstrução total das vias respiratórias, cada segundo pode ser decisivo.
Para o médico do Departamento de Urgência do Estado, Márcio Allan de Souza Alves, a disseminação desse conhecimento deveria começar ainda na infância.
“Essa manobra deveria ser ensinada nas escolas e, principalmente, as crianças deveriam ser orientadas a ligar para o 192 quando não conseguem realizá-la. A prevenção é o melhor caminho nessas situações”, afirmou.
A gerente estadual de Atenção às Urgências da Sesa, Giovana Fratin, destacou que situações de engasgo podem ocorrer em qualquer ambiente, desde residências até escolas, restaurantes e locais de trabalho.
Segundo ela, o conhecimento técnico ajuda a reduzir o desespero diante da emergência e aumenta as chances de uma resposta eficaz. “A calma só vem quando se tem conhecimento técnico”, ressaltou.
A discussão ganha relevância diante de casos que continuam sendo registrados em diferentes regiões do país. O presidente da Comissão de Saúde Pública da Assembleia Legislativa, deputado Tercílio Turini (MDB), lembrou que acidentes envolvendo engasgo são mais frequentes do que muitas pessoas imaginam e podem ter consequências fatais quando não há alguém preparado para agir.
O parlamentar recordou o caso recente de uma criança de 11 anos que morreu após sofrer um engasgo em uma escola de Londrina.
“Quanto maior o número de pessoas que saibam executar essas manobras, melhor. Esses eventos podem acontecer em qualquer lugar e cursos como este podem salvar muitas vidas”, afirmou.
A atividade também contou com a participação da deputada Márcia Huçulak (PSD), vice-presidente da Comissão de Saúde Pública.
Mais do que ensinar uma técnica específica, a capacitação reforçou uma questão de saúde pública: o acesso ao conhecimento sobre primeiros socorros. Em situações de emergência, a presença de alguém preparado para agir nos primeiros minutos pode evitar sequelas graves e impedir que uma ocorrência cotidiana termine em tragédia.



















