Crise no PSB do Paraná expõe racha após convenção

Crise no PSB do Paraná expõe racha após convenção

Pré-candidatos do PSB em Foz do Iguaçu e Curitiba denunciam decisões centralizadoras da executiva estadual que barraram lideranças durante a convenção partidária no Paraná.

Lideranças do PSB exigem transparência na convenção do Paraná. Foto: Logo do PSB.
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FOZ DO IGUAÇU, PR — Uma nota de repúdio assinada por líderes locais e pré-candidatos expôs um racha interno e métodos centralizadores na executiva estadual do PSB (Partido Socialista Brasileiro) durante a última convenção partidária no Paraná. O documento, divulgado após o encontro virtual promovido pela direção do PSB no dia 20 de julho, denuncia a exclusão de nomes que pleiteavam vagas no Legislativo estadual e federal, atingindo diretamente lideranças de Foz do Iguaçu, Curitiba e do Oeste do estado.

O epicentro da insatisfação no PSB está na falta de comunicação e na imposição de decisões de cima para baixo. Segundo o manifesto assinado por Edson Fernando da Silva, pré-candidato a deputado federal, e Paulo Rossi, pré-candidato a deputado estadual, lideranças legitimamente envolvidas sequer foram comunicadas ou convidadas para participar do encontro virtual promovido pelo partido.

A crise no PSB tomou contornos mais nítidos com a confirmação de que os diretórios municipais foram escanteados do processo decisório. A liderança do diretório municipal do PSB em Foz do Iguaçu apontou que o encontro acabou restrito exclusivamente ao grupo de delegados da cúpula, momento em que as bases locais foram apenas notificadas sobre a supressão do nome de seu pré-candidato ao Legislativo estadual, evidenciando a quebra de diálogo interno que culminou no manifesto conjunto.

O documento de repúdio é enfático ao classificar a atitude da Executiva Estadual do PSB como uma afronta aos princípios da democracia interna. Os signatários criticaram o que chamaram de métodos ultrapassados que afastam pessoas de bem do cenário público. “A época da política dos ‘coronéis’, das decisões tomadas a portas fechadas e da concentração de poder precisa ficar definitivamente no passado”, diz o texto.

Ameaça de judicialização e cobrança por transparência

A repercussão das decisões da sigla na convenção partidária no Paraná gerou uma cobrança imediata por explicações públicas e consistentes sobre os critérios adotados para barrar os pré-candidatos do PSB. Os líderes destacaram que Foz do Iguaçu, Curitiba e o Oeste merecem respeito, e que a manobra ignora milhares de cidadãos que acreditavam na construção coletiva do projeto socialista no estado.

Caso a Executiva Estadual do PSB não assuma a responsabilidade e preste os devidos esclarecimentos, o grupo ameaça levar o caso à Justiça Eleitoral. A nota finaliza afirmando que, se constatadas irregularidades na ata da convenção, medidas jurídicas cabíveis serão adotadas para restabelecer a legalidade e garantir o respeito ao processo democrático, frisando que “a política não pertence a pequenos grupos, pertence ao povo”.

TRANSPARÊNCIA E SERVIÇO PÚBLICO: A validação de atas e a homologação oficial dos pré-candidatos definidos nas convenções partidárias devem ser registradas pelas siglas e podem ser consultadas publicamente através do portal do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).


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