Jerusalém – O presidente de Israel, Isaac Herzog, recebeu nesta quarta-feira, 4 de novembro, os resultados certificados das eleições legislativas da última semana. A entrega formal dos números da apuração marca a abertura das negociações com os partidos eleitos para a formação do próximo governo, em meio à indefinição política no Parlamento.
Nem o partido Likud, do atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, nem o Yashar, liderado pelo ex-chefe militar Gadi Eisenkot, conseguiram a maioria de 61 das 120 cadeiras do Knesset. O impasse transfere o peso decisivo da governabilidade para bancadas menores e partidos de oposição.
Antes do anúncio presidencial, a Comissão Eleitoral Central de Israel rejeitou acusações feitas por Netanyahu de que siglas árabes teriam cometido fraude no pleito com apoio externo. A comissão informou que não encontrou qualquer prova de irregularidade que afete a apuração.
“A revisão não encontrou evidências de irregularidades que comprometessem a integridade da eleição ou afetassem seus resultados.”
O diretor interino da comissão eleitoral, Dean Livne, afirmou que a verificação atestou a legitimidade da escolha popular.
“A investigação analisou cada queixa de forma individual e minuciosa, mas não encontrou elementos que sustentassem a tese de invalidação do pleito. O resultado reflete com precisão as escolhas feitas pelos eleitores nas urnas.”
O serviço de inteligência Shin Bet mantém apurações sobre suspeitas de interferência estrangeira no processo. Contudo, o presidente da comissão eleitoral, ministro Noam Sohlberg, reforçou que eventuais ações externas não alteraram o placar das urnas.
“Mesmo que as suspeitas sejam confirmadas, isso não comprometeria a integridade do processo eleitoral nem o resultado da eleição como um todo.”
Durante dois dias de reuniões na residência oficial, Herzog vai ouvir as bancadas para determinar qual liderança tem maior sustentação para construir uma maioria no Knesset. O indicado terá prazo inicial de 28 dias para selar acordos com ao menos 61 parlamentares.
Caso nem Netanyahu nem Eisenkot consigam reunir apoio suficiente no prazo legal, o país poderá ser convocado para novas eleições no início do próximo ano, estendendo a incerteza sobre os rumos do Poder Executivo.



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