Caiado diz que Flávio “desce ao nível rasteiro” na campanha

Caiado diz que Flávio “desce ao nível rasteiro” na campanha

Ex-governador de Goiás dispara que rival perdeu espaço para avatar e discurso de Milei durante disputa na eleição para presidente do Brasil.

Tensão política marca bastidores da sucessão presidencial. Eduardo Knapp/Folhapress.
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BRASÍLIA, DF — O tom da disputa para a eleição para presidente do Brasil subiu drasticamente com pesadas acusações entre lideranças partidárias. Em duras declarações públicas, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, acusaram a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) de fugir dos problemas reais do país. Caiado afirmou que o adversário “desce a um nível tão rasteiro” e que o ato do PL simplesmente “não discute o Brasil”, preferindo priorizar ataques diplomáticos e recursos virtuais a apresentar propostas para o bolso e a vida do cidadão.

“Perdeu para um argentino e para um avatar”

As críticas mais ácidas partiram de Caiado ao avaliar a convenção do PL. O ex-governador pontuou que a candidatura adversária ficou eclipsada por elementos externos e pela participação de um avatar de Inteligência Artificial do ex-presidente Jair Bolsonaro, além do discurso do presidente argentino Javier Milei, que atacou o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

“Foi ali um evento, uma convenção em que o candidato perdeu para um argentino e perdeu para um avatar. Ali não tinha presença do candidato, não tinha proposta”, disparou Caiado.

Para o político do PSD, a tática serve para desviar a atenção das cobranças da população por empregos, saúde e transporte público. “Os candidatos querem desviar o foco da campanha eleitoral, é o que ficou nítido. Não querem debater o Brasil. E o pior, desce a um nível tão rasteiro de agressão que, de repente, em vez de nós discutirmos temas nacionais, nós estamos discutindo o problema de agressão com a Argentina”, criticou.

Ataques diplomáticos na eleição para presidente do Brasil

Na mesma linha, Gilberto Kassab reforçou que a convenção do PL frustrou quem esperava um debate sério sobre o futuro do país, gerando apenas desgaste nas Relações Exteriores e nos acordos internacionais que afetam a economia brasileira.

Segundo Kassab, o candidato rival preferiu o confronto à discussão de metas reais para a população. “A convenção fugiu dos objetivos que a sociedade brasileira espera. Ela esperava lá a apresentação de um candidato com propostas. Ele traz um presidente de outro país, um país que tem relações importantes com o Brasil, para fazer um bate-boca com o atual governo, que cai na armadilha e também baixa o nível”, declarou o presidente do PSD.


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