Museu Centre Pompidou em Foz projeta receber 800 mil visitantes

Museu Centre Pompidou em Foz projeta receber 800 mil visitantes

A cidade se prepara para receber a primeira unidade do Centre Pompidou nas Américas; investimento de R$ 183 milhões prevê operação do museu a partir de 2028

Centre Pompidou Paraná avança em implantação e projeta receber 800 mil visitantes por ano Foto: SEEC.
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Foz do Iguaçu, PR – A implantação do Centre Pompidou Paraná, em Foz do Iguaçu, avançou para uma nova fase com a formalização dos contratos de cooperação técnica e cultural que irão viabilizar a operação da futura unidade da instituição francesa no Brasil. A contratação, publicada no Diário Oficial do Estado na segunda-feira (22), formaliza um investimento de R$ 183 milhões destinado à implantação e ao funcionamento do museu.

O projeto prevê a instalação da primeira parceria do Centre Pompidou nas Américas e tem inauguração prevista para dezembro de 2028. A expectativa é que o equipamento cultural receba cerca de 800 mil visitantes por ano, ampliando a oferta turística de Foz do Iguaçu para além dos atrativos naturais que já colocam a cidade entre os principais destinos do país.

Os contratos têm duração de oito anos e incluem o licenciamento da marca Centre Pompidou, além de consultoria técnica especializada, transferência de conhecimento, capacitação de equipes, missões técnicas, acompanhamento de especialistas, desenvolvimento de programas museológicos e curatoriais e acesso ao acervo e às exposições da instituição francesa.

A estrutura contratual contempla tanto a fase atual de implantação quanto os primeiros anos de funcionamento do museu. O objetivo é adotar padrões internacionais de gestão, programação e experiência do público já utilizados em outras iniciativas internacionais vinculadas ao Centre Pompidou.

Segundo a secretária estadual da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, o projeto busca inserir o Paraná nos circuitos globais da arte contemporânea e da produção cultural.

“O Centre Pompidou Paraná é muito mais do que um museu. Estamos falando de um equipamento capaz de conectar o Paraná aos grandes circuitos globais da arte contemporânea, da inovação e da produção cultural. É um investimento de longo prazo que amplia o acesso da população à cultura, fortalece a economia criativa e posiciona o Estado como referência internacional em políticas culturais”, afirmou.

A diretora de Implantação do Centre Pompidou Paraná, Débora Mateus, destacou que a parceria vai além da utilização da marca da instituição francesa.

“Os contratos envolvem transferência de conhecimento, consultoria especializada, formação de equipes, acompanhamento técnico, intercâmbios e acesso ao conteúdo artístico e museológico do Centre Pompidou. Esse conjunto de ações é fundamental para garantir que o Paraná implante um equipamento cultural alinhado aos mais elevados padrões internacionais de gestão, programação e experiência de público”, disse.

Ela também ressaltou o potencial do projeto para o fortalecimento do setor cultural brasileiro.

“Estamos desenvolvendo um projeto que articula cultura, educação, turismo, pesquisa, responsabilidade ambiental e desenvolvimento econômico. O Centre Pompidou Paraná terá capacidade de dialogar com grandes instituições do mundo e, ao mesmo tempo, valorizar a produção artística brasileira e latino-americana, criando novas oportunidades para artistas, pesquisadores e profissionais da cultura”, acrescentou.

Foz do Iguaçu amplia vocação internacional

Estudos baseados no fluxo turístico de Foz do Iguaçu e em análises de equipamentos culturais semelhantes apontam que o futuro museu poderá receber aproximadamente 800 mil visitantes por ano. A projeção reforça a aposta na diversificação da atividade turística local, tradicionalmente associada às Cataratas do Iguaçu e à tríplice fronteira.

Para Débora Mateus, o novo equipamento cultural poderá ampliar o tempo de permanência dos turistas na cidade e atrair novos públicos.

“Foz já é um destino reconhecido mundialmente pelas Cataratas. Com o Centre Pompidou Paraná, a cidade amplia sua vocação internacional e passa a oferecer uma experiência cultural de alcance global. Isso significa atrair novos públicos, aumentar o tempo de permanência dos visitantes na região e gerar oportunidades para diversos setores econômicos”, afirmou.

Exemplos internacionais

A utilização de grandes equipamentos culturais como indutores do turismo e da economia já foi adotada em diferentes regiões do mundo. Um dos casos mais conhecidos é o do Louvre Abu Dhabi, inaugurado em 2017 nos Emirados Árabes Unidos. O museu tornou-se uma das principais atrações culturais do Oriente Médio e passou a integrar a estratégia de posicionamento internacional de Abu Dhabi como destino cultural.

Outro exemplo frequentemente citado é o Museu Guggenheim Bilbao, inaugurado em 1997 na Espanha. O equipamento é associado à transformação urbana e econômica da cidade, fenômeno que ficou conhecido internacionalmente como “efeito Bilbao”.

De acordo com Débora Mateus, os impactos esperados para Foz do Iguaçu vão além do aspecto econômico.

“Os grandes museus contemporâneos são muito mais do que espaços expositivos. Eles funcionam como plataformas de inovação, educação, turismo, produção de conhecimento e desenvolvimento econômico. O que observamos em experiências internacionais é que investimentos estruturados em cultura geram impactos que se estendem para toda a cidade e para toda a região”, declarou.

Com inauguração prevista para 2028, o Centre Pompidou Paraná deverá agregar uma nova dimensão cultural ao turismo de Foz do Iguaçu, ampliando a projeção internacional da cidade e fortalecendo setores ligados à economia criativa, serviços e atividades turísticas ao longo de todo o ano.


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