Campo Novo do Parecis, MT – A Polícia Civil prendeu um madeireiro de 59 anos, apoiador declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro, suspeito de assassinar o policial civil Emilson Ormond Souza, de 56 anos. O homicídio ocorreu na noite de domingo em um bar da zona rural do município, após o agressor interpelar os clientes sobre preferências partidárias antes de abrir fogo.
Segundo relatos colhidos no local, o agressor entrou no comércio perguntando quem ali era “petista”. Logo em seguida, sacou a arma e disparou contra os frequentadores, gerando pânico e correria.
O investigador Emilson Ormond Souza reagiu à investida armada, mas foi alvejado no tórax. Ele morreu no local antes de receber socorro médico. Uma segunda pessoa foi atingida no pé durante o tiroteio.
O caso insere-se em um quadro recorrente de violência política alimentada por retórica extremista no interior do país, onde disputas ideológicas e porte de armas resultam em episódios fatais contra cidadãos comuns e agentes de segurança.
Após o ataque, o autor fugiu e permaneceu escondido até a noite de segunda-feira (26). Equipes da Polícia Civil o localizaram em uma propriedade rural pertencente a parentes, no município vizinho de Brasnorte.
O homem foi detido sem oferecer resistência, algemado e transferido para a delegacia de Campo Novo do Parecis, onde foi autuado e responderá formalmente por homicídio perante a Justiça.
A Polícia Civil não divulgou publicamente o nome do preso. Por causa do sigilo em torno de sua identidade, não foi possível contatar advogados constituídos para registrar a posição de sua defesa.
Emilson Ormond Souza atuava havia 24 anos na corporação, duas décadas delas dedicadas à delegacia local. O policial deixou quatro filhos. Em nota oficial, a corporação lamentou a perda e prestou condolências à família.



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