Santos, SP – O engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 28 anos, está internado em estado gravíssimo e em coma induzido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Santos. Ele foi brutalmente espancado na noite da última sexta-feira (23), após se afastar de uma atividade política para ir ao banheiro.
O jovem participava de uma mobilização de campanha com apresentação de samba em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, realizada no bairro Paquetá. Diante da demora no retorno do rapaz, amigos iniciaram buscas pelas imediações e o encontraram caído, inconsciente na via pública, com ferimentos graves provocados por espancamento e sem os seus pertences pessoais.
O pai da vítima denunciou que a agressão foi motivada por intolerância política e homofobia. De acordo com o relato da família, Marcelo virou alvo do espancamento pelo apoio explícito à candidatura petista no local do evento e por sua orientação sexual:
“O crime teria sido motivado pelo posicionamento político de Marcelo, que estava em uma manifestação a favor do candidato Luís Inácio Lula da Silva, e por ser um homossexual.”
A Prefeitura de Santos confirmou, por meio de nota oficial, que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) compareceu ao local para prestar socorro imediato. A equipe médica transferiu o jovem diretamente para a Santa Casa de Santos, onde ele foi entubado e sedado na UTI para contenção dos danos neurológicos decorrentes dos golpes sofridos na cabeça.
O episódio escancara a escalada de violência política que marca o pleito presidencial recente. Na disputa que opôs a campanha de Lula ao candidato da extrema-direita, Flávio Bolsonaro, a radicalização e a intolerância contra apoiadores de esquerda e a população LGBTQIA+ converteram atos populares de rua em alvos frequentes de emboscadas, espancamentos e intimidação física.
Em nota enviada à imprensa, a Polícia Civil de São Paulo informou que o boletim de ocorrência foi formalizado no Centro de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos. Investigadores analisam imagens de câmeras de segurança, realizam oitiva de testemunhas e trabalham para identificar os autores do crime, apurando a relação direta entre o roubo, a homofobia e a motivação política da agressão.



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