São Miguel do Iguaçu, PR – O VI Fórum Social e Popular da Tríplice Fronteira será realizado nos dias 15 e 16 de agosto, no Assentamento Companheiro Antônio Tavares, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em São Miguel do Iguaçu (PR). Com o tema “Tecendo Saberes e Lutas: Soberania sobre a Terra, Memória Contra o Esquecimento e Povos Contra o Imperialismo”, o encontro reunirá movimentos sociais, organizações populares, comunidades indígenas, sindicatos, pesquisadores, estudantes e representantes da sociedade civil do Brasil, Paraguai e Argentina.
A proposta do fórum é fortalecer a articulação entre organizações da Tríplice Fronteira e promover debates sobre os principais desafios políticos, sociais e territoriais enfrentados pela América Latina. A programação contempla mesas de análise de conjuntura, grupos de trabalho, plenárias e espaços de integração entre as delegações participantes.
Entre os temas centrais estão a soberania sobre a terra, a reforma agrária, os direitos dos povos indígenas, a agroecologia, a soberania alimentar, a integração latino-americana, os direitos humanos, a energia, a comunicação popular, a organização sindical, a participação da juventude e a educação popular.
Debate sobre conjuntura e soberania regional
A abertura do fórum contará com uma mesa dedicada à análise da conjuntura latino-americana e caribenha, com foco nos impactos das transformações geopolíticas sobre a Tríplice Fronteira e na defesa da soberania dos povos.
A atividade será conduzida pela professora Patricia Spósito Mechi, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Integração Latino-Americana Contemporânea (ICAL), da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA).
Segundo a programação divulgada pela organização, o debate abordará as relações internacionais, os conflitos em torno dos recursos naturais, as disputas territoriais e os processos de integração regional sob a perspectiva dos movimentos sociais.
Outro momento da programação será dedicado às manifestações de solidariedade internacional a Cuba e Venezuela, além de um painel sobre a Palestina e suas relações com a conjuntura internacional e latino-americana.
Terra, agroecologia e direitos dos povos
A luta pela terra será um dos principais eixos do encontro. Representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e organizações do Paraguai e da Argentina participarão de uma mesa dedicada às políticas agrárias, à soberania alimentar e às disputas pelo território.
Na noite de sábado terão início os grupos de trabalho, que discutirão diferentes áreas de atuação dos movimentos sociais. Entre os temas confirmados estão movimentos e lutas camponesas, lutas indígenas, agroecologia, campanha contra os agrotóxicos, juventude e participação política, conjuntura regional e internacional, direitos humanos, comunicação e arte, infância e adolescência, energia e soberania, sindicatos e organizações de trabalhadores, mulheres e educação popular.
De acordo com a organização, os grupos de trabalho irão sistematizar propostas que serão apresentadas na plenária final do evento.
Programação prevê plenária e declaração final
No domingo, os participantes darão continuidade às atividades dos grupos de trabalho antes da realização da plenária geral, destinada à aprovação da declaração final e ao encaminhamento das propostas construídas durante o encontro.
O encerramento está previsto para a tarde do dia 16 de agosto, seguido pelo retorno das delegações.
A organização também informou que haverá transporte coletivo saindo de diferentes cidades do Paraguai, da Argentina e de Foz do Iguaçu, para estudantes, professores e trabalhadores da UNILA.
Os participantes poderão permanecer hospedados no assentamento durante os dois dias de atividades. A alimentação será organizada pela coordenação do evento, enquanto cada participante deverá levar os próprios materiais para pernoite, além de pratos, talheres e copos.
O VI Fórum Social e Popular da Tríplice Fronteira é realizado periodicamente como espaço de articulação entre organizações populares da região trinacional, reunindo representantes de diferentes setores para discutir temas relacionados ao território, à integração regional, aos direitos coletivos e às políticas públicas.















