Foz do Iguaçu, PR – A Prefeitura de Foz do Iguaçu apresentou à comunidade, na noite de terça-feira (16), a proposta do projeto do novo viaduto do Trevo do Charrua, na BR-277. A apresentação ocorreu durante audiência pública realizada no Auditório do Corpo de Bombeiros da Vila A e reuniu moradores, representantes de entidades e instituições interessadas em contribuir com a iniciativa.
Considerado um dos principais pontos de ligação entre as regiões Norte e Central do município antes do fechamento do antigo acesso, o Trevo do Charrua é apontado pela administração municipal como uma obra estratégica para melhorar a mobilidade urbana da cidade.
A prefeitura destacou a relevância da intervenção para a população.
“Eu diria que essa é uma das obras de mobilidade urbana mais importantes de Foz do Iguaçu. É esperada desde que aquele trevo foi fechado. A finalidade era nobre, evitar acidentes, mas acabou criando um transtorno para a população que ninguém imaginava. A ligação com a área central ficou completamente comprometida. Logicamente, ainda será necessária a licitação, há um caminho a ser percorrido, e depois a execução da obra. É um projeto muito bom, muito completo, e a população está participando”, afirmou.
O secretário municipal de Obras, Alecsandro Broio Oliveira, ressaltou que a audiência pública teve como objetivo apresentar a proposta e receber sugestões para aprimorar o projeto antes da conclusão da fase técnica.
“Esse momento aqui é como se a gente estivesse construindo uma casa nova. Esse é o projeto arquitetônico; vamos analisá-lo, ver os últimos detalhes e verificar se ele está 100%. A audiência pública serve para isso: para que várias pessoas avaliem e, se alguém identificar algo que possa incomodar, essa é a hora de falar e mostrar, porque ainda estamos em fase de projeto, quando é possível ajustar e corrigir”, explicou.
O projeto prevê a ligação entre as avenidas Ranieri Mazzilli e Garibaldi por meio de uma passagem sob a BR-277. A proposta também contempla a implantação de novas vias marginais, duas semi rotatórias e novos acessos à rodovia.
O secretário de Planejamento e Urbanismo, Edinardo Aguiar, destacou o impacto da obra para a integração urbana do município.
“Essa será uma obra simbólica, em função de tudo o que se perdeu com a ausência daquela conexão que existia. Há uma expectativa muito grande para a cidade. Será realmente um marco para unir novamente o município, que foi dividido pela BR-277”, comentou.
A proposta foi desenvolvida por técnicos da Prefeitura de Foz do Iguaçu em parceria com profissionais da empresa Multilog, que ficará responsável pela continuidade dos projetos executivos da obra. A empresa fará a doação dos projetos ao município.
Após a conclusão dos projetos executivos e da elaboração do orçamento, a administração municipal buscará recursos para viabilizar a obra junto a possíveis financiadores. Entre as alternativas está o Governo do Paraná, que já sinalizou a possibilidade de investimento. Caberá ao município formalizar os convênios necessários para a licitação e execução dos trabalhos.
Morador e empresário da região do Trevo do Charrua, Marcio Nardi avaliou positivamente a oportunidade de participação da comunidade no processo.
“Estou há 29 anos no local e a gente tinha um acesso muito bom, mas percebemos que, a partir do momento em que foi fechado, tudo mudou. Nesse momento, cada um tem uma ideia, cada bairro tem a sua visão, mas, olhando de forma geral, é para melhorar. E eu torço para que, já que estão organizando isso, organizem todo o fluxo, para que fique bom para todos. Nunca para um individual, sempre pelo coletivo”, declarou.
De acordo com o engenheiro civil Andrey Bachixta, coordenador técnico do projeto pela Prefeitura e responsável pela apresentação da proposta, a audiência pública representou uma etapa importante de diálogo entre poder público e comunidade. Entre as principais demandas apresentadas pelos participantes estão as dificuldades de acesso aos bairros Parque Presidente I e II, ao SEST/SENAT e a necessidade de reavaliação dos retornos previstos na Avenida Garibaldi, nas proximidades do Condomínio Vila A Park.
Segundo o engenheiro, as sugestões serão analisadas pela equipe técnica por meio de estudos complementares para verificar a viabilidade de incorporação ao projeto.
“O objetivo é desenvolver uma obra que não apenas elimine os atuais gargalos de trânsito e amplie a segurança viária, mas que também atenda às necessidades da população e acompanhe o crescimento e o desenvolvimento da cidade”, afirmou.



















