Brasil envia 48 toneladas de leite em pó para Cuba

Brasil envia 48 toneladas de leite em pó para Cuba

Segundo voo da Força Aérea Brasileira concluiu o transporte de alimentos destinados à população cubana; governo federal avalia novas remessas de alimentos e medicamentos

Foto: Divulgação - FAB.
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Brasília, DF – O governo federal concluiu, na última terça-feira (14), o envio de 48 toneladas de leite em pó para Cuba em uma operação humanitária realizada pela Força Aérea Brasileira (FAB). A carga, fornecida pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), foi transportada em dois voos com destino à capital cubana.

O primeiro avião decolou da Base Aérea de Canoas (RS), na segunda-feira (13), às 14h10, levando 16 toneladas do alimento. O segundo voo partiu de Porto Alegre (RS) às 4h55 de terça-feira (14), transportando as 32 toneladas restantes. A previsão era de que ambas as aeronaves chegassem a Santiago de Cuba até quarta-feira (15).

A operação foi definida em reunião realizada no dia 9 de julho entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes do governo federal. Segundo o Executivo, há estudos para a realização de novas remessas de alimentos e medicamentos destinados à população cubana.

Sanções dos Estados Unidos

O envio da ajuda ocorre em meio ao embargo econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba e ao anúncio de novas medidas restritivas por parte do governo norte-americano.

Na segunda-feira (13), o governo dos Estados Unidos anunciou novas sanções que incluem o Ministério do Turismo de Cuba e outros nove órgãos estatais relacionados, entre eles entidades ligadas ao comércio exterior.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou que

“o governo dos EUA continua a intensificar a guerra contra o povo de Cuba, suas condições de vida e seus meios de subsistência”.

Em outra declaração, o chanceler cubano disse que

“tanto o bloqueio econômico e energético quanto as novas medidas coercitivas extraterritoriais, assim como a ameaça e a própria agressão militar, são crimes internacionais”.

O governo dos Estados Unidos afirma que as medidas adotadas fazem parte de sua política de sanções contra Cuba, justificadas por questões de segurança nacional. Já o governo cubano contesta esse argumento e classifica a justificativa como “cínica e hipócrita”.


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