Curitiba (PR) — Os 79 anos da APP-Sindicato foram marcados neste domingo (26) com ato político na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), reunindo críticas às políticas educacionais do governo estadual e reforço das pautas históricas da categoria. A data foi utilizada para destacar o papel da entidade na defesa da educação pública e na mobilização dos trabalhadores do setor.
Durante a atividade, lideranças políticas e representantes da educação apontaram preocupações com o avanço de propostas de gestão compartilhada com a iniciativa privada, além do aumento da terceirização e mudanças na organização pedagógica das escolas estaduais.
A deputada estadual Ana Júlia (PT), líder da bancada PT-PDT na Alep, destacou o papel histórico da APP-Sindicato e chamou atenção para o cenário enfrentado pelos profissionais da educação.
“Sabemos que não existe educação sem professor valorizado e sem funcionário respeitado. Ver a nossa categoria adoecendo nesse cenário de metas e sobrecarga de plataformas mostra que a luta é mais urgente do que nunca”, afirma a deputada.
A APP-Sindicato tem protagonizado mobilizações contra o programa “Parceiro da Escola”, que prevê a participação da iniciativa privada na gestão de colégios estaduais. A proposta gerou reações dentro da comunidade escolar e impulsionou movimentos como o “Não Venda a Minha Escola”.
Além disso, a entidade tem denunciado o que classifica como intensificação da pressão sobre professores e funcionários, com aumento do uso de plataformas digitais, metas e aplicativos. Segundo o sindicato, esse modelo tem impactado o cotidiano escolar e contribuído para o crescimento do adoecimento mental na categoria.
No campo salarial, a categoria conquistou recentemente o pagamento da data-base, mas mantém reivindicações consideradas centrais, como a reposição de valores retroativos, a equiparação salarial e o atendimento às demandas de aposentados.
“A mobilização continua pela justiça salarial, pela equiparação e pelo respeito com quem construiu a educação pública. Seguimos defendendo que educação é um direito e não um produto”, completa a parlamentar.
Ao completar 79 anos, a APP-Sindicato reforça sua atuação em um momento de disputa sobre os rumos da educação pública no Paraná, com embates que envolvem desde condições de trabalho até o próprio modelo de gestão das escolas.
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