Brasília, DF – Reuniu-se nesta quarta-feira (5) a convenção nacional da Federação PSOL-Rede Sustentabilidade, que aprovou por unanimidade o apoio oficial à candidatura da chapa formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Com a decisão, as duas legendas formalizam a integração à coligação eleitoral governista para o pleito presidencial, consolidando a união aprovada internamente pelos delegados e dirigentes após sinalizações prévias realizadas durante a convenção nacional do PT.
Em posicionamento público emitido após o encontro e veiculado em suas redes sociais, a federação destacou o alinhamento com a agenda de defesa das instituições democráticas e de reformas sociais. “Vamos juntos derrotar a extrema-direita, defender a democracia e construir os caminhos para um Brasil mais justo”, publicou a aliança partidária.
Além da formalização do apoio à reeleição, o texto aprovado pela convenção da federação repudiou manifestações de ingerência externa de países estrangeiros, citando especificamente investidas dos Estados Unidos no processo político nacional. A resolução do encontro apontou preocupações com o questionamento do sistema eleitoral brasileiro, com as sobretaxas comerciais impostas pela gestão do presidente norte-americano Donald Trump — articuladas em conjunto com a família Bolsonaro — e com as tentativas internacionais de exploração e acesso aos recursos naturais e minerais críticos do território nacional. A federação defendeu a necessidade de uma resposta soberana e firme por parte do governo brasileiro diante dessas pressões.
No plano estratégico, o grupo partidário definiu que a eleição presidencial representará um embate polarizado e estabeleceu como meta central a busca por uma vitória de Lula ainda no primeiro turno, como forma de demonstrar internacionalmente a reação popular contra o avanço de movimentos de extrema-direita. Para fundamentar a aliança programaticamente, o PSOL e a Rede entregaram ao presidente Lula propostas de contribuição ao plano de governo, priorizando eixos como mobilização social, garantia de direitos, soberania nacional e enfrentamento à emergência climática.
Paralelamente à campanha para o Palácio do Planalto, as siglas focarão seus recursos operacionais para expandir as bancadas parlamentares na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Segundo a diretriz aprovada na convenção, a vitória na disputa presidencial precisa ser acompanhada da redução da influência da oposição conservadora no Congresso Nacional, viabilizando as pautas de mudanças e superando retrocessos vigentes desde as gestões de Michel Temer e Jair Bolsonaro.


















