Chile e Venezuela anunciam retomada das relações

Chile e Venezuela anunciam retomada das relações

Os governos dos dois países acertaram a retomada gradual das relações bilaterais, com reabertura de serviços consulares e cooperação em segurança, migração e desenvolvimento econômico

José Antonio Kast, presidente de Chile. Foto: Arquivo da Presidência do Chile.
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Santiago de Chile, CHL – Chile e Venezuela iniciaram uma nova fase em suas relações diplomáticas após firmarem um acordo para restabelecer gradualmente os laços bilaterais. O anúncio foi feito pelo governo chileno na última quinta-feira (30), prevendo a reabertura de serviços consulares e o avanço das negociações entre os dois países.

As relações diplomáticas haviam sido rompidas em 2024, em meio às tensões políticas entre os então presidentes Gabriel Boric e Nicolás Maduro.

Em julho de 2024, o governo venezuelano determinou a retirada de seu corpo diplomático do Chile e de outros seis países que haviam solicitado a revisão completa dos resultados das eleições presidenciais venezuelanas, nas quais Nicolás Maduro foi declarado vencedor.

Durante o anúncio do acordo, o presidente do Chile, José Antonio Kast, afirmou que o entendimento representa o início de uma nova etapa nas relações entre os dois países.

“Se alcançou este acordo histórico que nos permite avançar passo a passo na normalização das relações. A partir de hoje, Chile e Venezuela começam uma nova etapa.”

O presidente também destacou que a retomada do diálogo permitirá ampliar a cooperação em áreas consideradas prioritárias pelos dois governos.

“O acordo vai nos permitir avançar nos enormes desafios que temos como países do mesmo continente. Desafios relacionados à segurança, à migração e ao desenvolvimento econômico.”

Migração foi um dos principais fatores para o acordo

A retomada das relações diplomáticas também elimina um dos principais entraves à política migratória do governo chileno.

José Antonio Kast defende a intensificação das deportações de imigrantes em situação irregular. Atualmente, cerca de 330 mil pessoas sem documentação vivem no Chile, sendo a maioria de nacionalidade venezuelana.

No mês passado, os dois países já haviam retomado parte da cooperação bilateral quando o Chile enviou ajuda humanitária e equipes de resgate à Venezuela após os terremotos que provocaram milhares de mortes no país sul-americano.


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