Núcleos mobilizam mil participantes em ações de cidadania digital

Núcleos mobilizam mil participantes em ações de cidadania digital

Segundo ciclo de encontros dos Núcleos reuniu mais de mil participantes, incluindo 300 idosos capacitados para identificar golpes virtuais, desinformação e riscos no ambiente digital

Os encontros do 2º ciclo reforçaram novamente o papel colaborativo dos Núcleos e sua função importante para o território. Foto: Parquetec.
WhatsApp
Telegram
Facebook
Email
LinkedIn

Paraná – Mato Grosso do Sul – Os Núcleos de Cooperação Socioambiental encerraram, no fim de maio, o segundo ciclo de encontros de 2026 com a participação de mais de mil pessoas no Paraná e no Sul do Mato Grosso do Sul. A mobilização teve como foco a qualidade da informação, a cidadania digital e o fortalecimento da participação comunitária. Entre os participantes, cerca de 300 idosos acompanharam a oficina “Como evitar golpes, desinformação e outras armadilhas digitais”, promovida pela Itaipu Binacional e pelo Itaipu Parquetec.

A atividade foi a primeira dos Núcleos voltada exclusivamente ao público com mais de 60 anos. A proposta foi ampliar o acesso a conhecimentos sobre segurança digital para uma geração cada vez mais conectada e presente no ambiente virtual.

Lídia Poiatti, de 69 anos, participou da oficina em Cruzeiro do Oeste (PR) e destacou a importância da iniciativa diante das rápidas transformações tecnológicas.

“Estamos reaprendendo a entender o mundo. Hoje tudo acontece muito rápido e o mundo é muito diferente. Sinto que fiquei para trás com toda essa velocidade, então é importante entender toda essa mudança, e a oficina foi muito importante para mim.”

Em Cascavel (PR), a agricultora aposentada Marilene Vissotto, de 66 anos, relatou que teve o primeiro contato com um telefone celular aos 50 anos. Segundo ela, a tecnologia aproximou familiares e facilitou a comunicação, mas também trouxe novos desafios relacionados à segurança digital.

“Eu saí de casa e me casei muito jovem, então por anos não tive contato com alguns familiares pela dificuldade de comunicação. Hoje eu falo com toda a minha família por chamadas de vídeo e mensagens, mas, com a oficina, entendi que isso também pode ser usado por golpistas, que se passam por pessoas conhecidas para tentar nos enganar. Gostei muito da forma como explicaram como reconhecer essas mentiras.”

Oficinas ensinaram a identificar golpes e riscos digitais

As atividades foram conduzidas de forma acessível, com exemplos práticos relacionados ao uso de celulares, aplicativos de mensagens, redes sociais e compras online. Os participantes receberam orientações sobre o funcionamento da circulação de informações na internet e sobre medidas de proteção para uma navegação mais segura.

A identificação de golpes virtuais foi um dos temas que mais despertaram interesse. Para Leocádia Algauer, de 67 anos, líder de uma associação de idosos em Pontal do Paraná, os conhecimentos adquiridos poderão ser compartilhados com outras pessoas da comunidade.

“Em nosso espaço eles se divertem, se distraem e deixam a tristeza de lado, mas também aprendem bastante. Quero compartilhar tudo o que aprendi e mostrar que eles precisam se precaver.”

José Marques, de 87 anos, também relatou o impacto da oficina em sua percepção sobre os riscos digitais.

“Hoje eu descobri coisas que nunca imaginei em toda a minha vida. Essas pessoas tentam se aproveitar da nossa idade e acham que não sabemos identificar malícias, tentando nos fazer entregar o que não temos. Mas isso muda quando temos conhecimento, como o que aprendemos aqui.”

Atividades reforçam análise crítica e qualidade da informação

Enquanto as oficinas voltadas ao público idoso eram realizadas, os demais participantes dos Núcleos acompanharam a atividade “Fato ou Boato?”, destinada ao fortalecimento da análise crítica de conteúdos e à valorização de informações confiáveis.

Por meio de dinâmicas colaborativas, os participantes refletiram sobre os impactos da desinformação, a circulação de conteúdos nas plataformas digitais e a importância de decisões fundamentadas em evidências. Os resultados produzidos coletivamente ao longo dos encontros foram sistematizados para subsidiar o planejamento de ações e projetos nos territórios atendidos.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, ressaltou a importância da democratização do acesso ao conhecimento digital.

“A tecnologia faz parte da vida das pessoas e influencia a forma como nos relacionamos, trabalhamos e participamos da sociedade. Por isso, é importante que esse conhecimento esteja ao alcance de todos. Com as oficinas, fortalecemos o aprendizado colaborativo.”

Além das atividades presenciais, os participantes da formação voltada às pessoas idosas terão acesso a uma nova etapa de capacitação por meio de uma aula virtual gratuita. O conteúdo abordará os riscos relacionados ao uso da inteligência artificial em golpes e fraudes digitais.

Os Núcleos de Cooperação Socioambiental retomam os encontros presenciais a partir de agosto, com mais dois ciclos programados para o segundo semestre de 2026. A agenda inclui novas oficinas gratuitas e atividades coletivas destinadas aos integrantes dos Núcleos e às comunidades participantes.


Deixe um comentário

Notícias relacionadas

Siga-nos

Últimas Notícias

Rolê na Fronteira

Turismo

Câmbio Fronteira

Dólar (USD) Carregando...
Peso Argentino Carregando...
Guarani (PYG) Carregando...
Atualização --

Inscreva-se em nossa NEWSLETTER