Nashville, Estados Unidos – O governador do Tennessee, Bill Lee, negou o pedido de clemência apresentado pela defesa de Christa Gail Pike, mantendo a pena de morte da mulher que pode ser a primeira executada pelo estado em mais de dois séculos. Pike foi sentenciada em 1996 pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, cometido em Knoxville no ano de 1995, época em que a ré tinha 18 anos.
A decisão de Lee, comunicada publicamente nesta segunda-feira (28), rejeitou a solicitação para comutar a sentença capital em prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. O governador afirmou: “Após uma análise cuidadosa do pedido de clemência de Christa Gail Pike e uma revisão minuciosa do caso, estou mantendo a sentença do Estado do Tennessee e não pretendo intervir”. A Suprema Corte do Tennessee já havia recusado recentemente a suspensão da execução.
A defesa de Pike manifestou reação contrária à postura do Executivo local. Em nota oficial, os defensores declararam estar “profundamente tristes e de coração partido” com a recusa do governador e avisaram que seguirão acionando as vias judiciais restantes: “Prosseguir com sua execução coloca o Estado do Tennessee em uma situação única: Christa será a primeira pessoa executada pelo Tennessee na era moderna da pena de morte que era adolescente na época do crime e a primeira mulher executada pelo estado em mais de 200 anos”.
Os advogados argumentaram que a trajetória de Pike foi atravessada por abandono institucional e violências desde os primeiros anos de vida. Segundo o comunicado, ela enfrentou “estupros e abusos sexuais repetidos e documentados, negligência e violência” por parte de responsáveis e órgãos públicos que falharam em protegê-la.
Hoje com 50 anos, Pike é descrita pela defesa como uma mulher reabilitada, sob tratamento psiquiátrico contínuo e que atua prestando apoio a outras detentas no sistema prisional. Para os advogados, a manutenção da pena desconsidera evidências científicas sobre o desenvolvimento cerebral aos 18 anos e mantém dúvidas não resolvidas a respeito dos métodos e da transparência do protocolo de injeção letal em vigor no Tennessee.



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