Washington, EUA – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (26) que não tem interesse em unir esforços com a China no desenvolvimento de inteligência artificial. A manifestação ocorreu após encontros bilaterais com o presidente chinês, Xi Jinping, realizados durante uma visita de Estado de três dias à capital americana. Segundo o republicano, o governo chinês tenta conter o avanço tecnológico de Washington.
Falando a repórteres na Casa Branca, Trump classificou a troca de impressões como uma “conversa importante sobre superinteligência”, termo que prefere adotar para tratar do tema. Ele foi enfático ao afastar qualquer integração técnica entre as duas maiores potências do planeta: “O que eles querem é frear o nosso progresso, porque estamos muito à frente da China, e vamos continuar assim. Não passamos muito tempo discutindo isso”.
Ao justificar a recusa a trabalhos conjuntos no setor tecnológico, Trump alegou que uma cooperação colocaria em risco a posição norte-americana no mercado global. “Prefiro não integrar, porque estamos muito à frente”, declarou. O presidente completou afirmando que, “quando você está na liderança, não abre o jogo para o outro lado”.
A inteligência artificial foi um dos tópicos centrais das reuniões na Casa Branca, descritas por ambos os líderes como relevantes. Apesar da resistência americana a acordos na área tecnológica, a viagem oficial de Xi Jinping a Washington buscou tratar dos principais pontos de atrito diplomático e comercial entre os dois governos.
Durante os três dias de conversas, Trump e Xi também debateram disputas no comércio bilateral, as tensões em torno de Taiwan e o conflito armado com o Irã. O encontro marcou uma tentativa de manter canais diretos de diálogo em meio às divergências geopolíticas que afetam os dois países.
Xi Jinping já projetou novos compromissos com o mandatário norte-americano nos próximos meses. Os líderes devem voltar a se reunir na cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), que ocorrerá na China, e na reunião de cúpula do G20, sediada em Miami. O presidente chinês afirmou ainda que “receberia com satisfação” uma nova visita de Trump e da primeira-dama ao território chinês.



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