Nova York, Estados Unidos – A Tesla fechou três contratos de financiamento que asseguram até US$ 30 bilhões em linhas de crédito bancário e empréstimos facilitados, conforme comunicado oficial encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) nesta terça-feira, 29 de setembro. A movimentação garante à fabricante de veículos elétricos um colchão financeiro sem precedentes junto a grandes conglomerados de Wall Street, em um momento de acirrada disputa global no mercado automotivo e de forte pressão econômica sobre cadeias produtivas e investimentos tecnológicos.
O maior volume dos recursos decorre de um contrato de US$ 20 bilhões fechado diretamente com o Citibank. Essa operação foi estruturada sob a modalidade de saque diferido com prazo total de três anos. Por meio dela, a montadora obtém o direito de realizar retiradas graduais de caixa, respeitando o teto de até dez saques ao longo dos primeiros 18 meses contados a partir da data de assinatura. Todo o montante que for efetivamente sacado pela companhia terá vencimento final fixado para 29 de setembro de 2029.
As cláusulas acordadas com o Citibank preveem regras de redução escalonada da disponibilidade dos recursos: o compromisso que não for sacado cai automaticamente para US$ 10 bilhões após um ano de vigência e recua para US$ 5 bilhões ao atingir 15 meses de contrato. Se restar algum saldo não utilizado após 18 meses da assinatura, o montante remanescente expira de forma definitiva.
Os outros dois acordos foram negociados com o banco Wells Fargo e funcionam na categoria de crédito rotativo sem garantia, somando US$ 10 bilhões adicionais. O primeiro deles consiste em uma linha de US$ 8 bilhões com duração de cinco anos e vencimento em 29 de setembro de 2031, data em que quaisquer débitos pendentes deverão ser quitados integralmente. O acordo permite que a empresa realize operações em três moedas diferentes — dólar norte-americano, libra esterlina ou euro — e autoriza a emissão de cartas de crédito bancárias de até US$ 500 milhões. A Tesla também conquistou o direito contratual de pleitear até duas prorrogações anuais desse prazo.
A terceira fatia corresponde a uma linha de crédito rotativo de curto prazo, no valor de US$ 2 bilhões, também sem exigência de garantia real, com vencimento estipulado em 364 dias. Pelos termos acertados com o Wells Fargo, a montadora tem a prerrogativa de solicitar a ampliação conjunta dessas duas modalidades em até mais US$ 4 bilhões, elevando ainda mais a capacidade de captação financeira do grupo empresarial junto ao sistema bancário privado internacional.



Deixe um comentário