Presidente Lula sanciona lei para assegurar sigilo do nome de vítimas em casos de violência doméstica

Presidente Lula sanciona lei para assegurar sigilo do nome de vítimas em casos de violência doméstica

Sanção da lei que dá uma segurança a mais às mulheres vítimas de violência. Foto: Ricardo Stuckert / PR
Sanção da lei que dá uma segurança a mais às mulheres vítimas de violência. Foto: Ricardo Stuckert / PR
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Foz do Iguaçu, 20 de maio de 2024 – Em uma iniciativa para fortalecer a proteção às mulheres, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Projeto de Lei nº 1.822, de 2019, que assegura o sigilo do nome das vítimas em processos de violência doméstica e familiar.

O texto sancionado altera a Lei Maria da Penha para garantir que o nome da vítima seja mantido em sigilo automaticamente, sem necessidade de solicitação ou avaliação judicial. Anteriormente, essa decisão dependia do julgamento do juiz, exceto em casos específicos previstos por lei. O nome do agressor e os dados do processo, no entanto, ainda podem ser divulgados.

A exposição pública dos dados da vítima pode resultar em constrangimento social e novos traumas, especialmente com a amplificação das informações pelas redes sociais e internet. A nova lei visa proteger as mulheres da revitimização, permitindo que busquem justiça e recuperação sem a preocupação com a exposição pública de sua vida privada.

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“Mais uma conquista, resultado da persistência e perseverança da luta das mulheres brasileiras,” destacou o presidente Lula em uma publicação na rede social X (anteriormente conhecida como Twitter). Essa lei representa um avanço significativo na luta pela proteção das mulheres no Brasil.

A Lei Maria da Penha: 18 Anos de Combate à Violência

A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que completa 18 anos em 2024, tornou-se um marco na defesa das mulheres, aumentando a severidade das punições para agressores e estabelecendo os Juizados de Violência Doméstica e Familiar. A lei também trouxe modificações ao Código de Processo Penal, ao Código Penal e à Lei de Execução Penal. Em 2023, pelo menos oito mulheres foram vítimas de violência doméstica a cada 24 horas, segundo a Rede de Observatórios da Segurança.

Ligue 180: Serviço Essencial de Apoio

O serviço Ligue 180 é uma ferramenta crucial no combate à violência contra a mulher, recebendo denúncias e encaminhando-as às autoridades competentes, além de monitorar o andamento dos processos. Ele orienta e direciona as mulheres em situação de violência para serviços especializados.

Essa nova legislação é um passo importante na proteção das mulheres brasileiras, oferecendo mais segurança e privacidade às vítimas de violência doméstica e familiar.


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