PF faz operação contra tráfico de mulheres em Santa Helena

PF faz operação contra tráfico de mulheres em Santa Helena

Investigação da Polícia Federal identificou mulheres paraguaias mantidas sob privação de liberdade e submetidas a esquema de servidão por dívida no Oeste do Paraná

Foto: Divulgação.
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Santa Helena, PR – A Polícia Federal deflagrou, no início da tarde desta segunda-feira (25), uma operação em Santa Helena, no Oeste do Paraná, para combater crimes relacionados ao tráfico internacional de pessoas. Ao todo, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão contra investigados por tráfico de mulheres para fins de exploração sexual, redução à condição análoga à de escravidão, manutenção de casa de prostituição, rufianismo e associação criminosa.

A ação é desdobramento de uma investigação instaurada para desarticular um esquema criminoso voltado ao tráfico internacional de mulheres, especialmente estrangeiras em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Segundo a Polícia Federal, o grupo atuava no aliciamento de vítimas paraguaias para exploração sexual em território brasileiro.

O inquérito teve início no dia 6 de maio de 2026, após informações repassadas pelo Comando Tripartite indicarem a presença de estrangeiras mantidas sob privação de liberdade em um estabelecimento localizado no município de Santa Helena.

Conforme a investigação, duas delas relataram situações de abuso e solicitaram resgate imediato aos policiais.

De acordo com as apurações, as vítimas eram atraídas por falsas promessas de emprego ou mediante exploração de vulnerabilidades econômicas. Entretanto, ao chegarem ao estabelecimento, eram impedidas de sair livremente e submetidas a um sistema de servidão por dívidas consideradas fraudulentas pelas autoridades.

Ainda segundo a Polícia Federal, o esquema criminoso envolvia controle psicológico, intimidações constantes, restrição de contato com familiares e apropriação integral dos valores obtidos pelas mulheres durante os atendimentos.

As buscas autorizadas pela Justiça Federal têm como objetivo apreender aparelhos eletrônicos, cadernos de anotações e outros documentos que possam comprovar a retenção de valores e a administração da atividade criminosa.

Além disso, a investigação busca identificar toda a rede transnacional de aliciamento e ampliar a proteção às demais mulheres encontradas no local, que, segundo a PF, permaneciam em contexto de coação moral e dependência econômica.

Caso haja condenação, as penas previstas para os crimes investigados podem variar de 10 a 28 anos de prisão.


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