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Pecuarista tem bens bloqueados pela justiça por desmatamento ilegal na Amazônia

Em uma ação inédita, a Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 292 milhões em bens de um pecuarista acusado de desmatar e queimar 5.600 hectares da Floresta Amazônica entre 2003 e 2016

Essa ação, movida pela AGU em 2023, baseou-se em um vídeo no qual o réu confessa suas ações, além de imagens de satélite e laudos do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais). As investigações revelaram que o pecuarista usou motosserras para derrubar a vegetação, queimou a área e plantou capim para pastagem, provocando severos danos ao bioma amazônico.

Além do bloqueio financeiro, o réu terá 90 dias para apresentar um plano de recuperação das áreas degradadas, que deve incluir a criação de sumidouros de carbono.

“Essa decisão representa um avanço significativo na luta contra o desmatamento ilegal na Amazônia,” afirmou o procurador federal responsável pelo caso. “Queremos deixar claro que crimes ambientais serão tratados com severidade e os responsáveis enfrentarão penalidades rigorosas.”

O processo começou com uma representação da União ao Ibama e sublinha o comprometimento do governo brasileiro com a proteção da Amazônia e a responsabilização por crimes ambientais. Medidas como essa alertam sobre as consequências de explorar ilegalmente a floresta, um dos biomas mais essenciais do planeta.

Principais Pontos:

  • A maior quantia já cobrada pela AGU em um caso de crime ambiental.
  • Pecuarista admitiu o crime em vídeo e utilizou motosserras e fogo para desmatar.
  • Deverá recuperar as áreas degradadas com a implementação de sumidouros de carbono.
  • Ficará proibido de receber benefícios fiscais, financiamentos e adquirir equipamentos agrícolas.
  • A decisão reafirma o compromisso do governo com a proteção da Amazônia.
Tags: Sociedade

Amilton Farias

Amilton Farias é jornalista, fundador e editor do portal Fronteira Livre. Com vivência em diferentes países da América Latina e atuação voltada ao jornalismo territorial, dedica sua escrita à análise política, social e cultural das fronteiras, dos territórios e das realidades que marcam a vida dos povos latino-americanos.

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