FOZ DO IGUAÇU, PR — As atividades do passeio de barco Macuco Safari, no Parque Nacional do Iguaçu, foram oficialmente autorizadas a reiniciar as operations neste sábado (1º), quatro dias após o trágico acidente que resultou na morte por afogamento do turista holandês Mark Lensink, de 25 anos. A liberação do atrativo ocorreu após uma avaliação técnica conjunta conduzida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pela Marinha do Brasil, que atestaram a regularidade da concessionária e o cumprimento das exigências de segurança para a navegação no local.
Avaliação técnica e apuração das causas
A paralisação temporária dos serviços havia sido adotada na última terça-feira (28), quando a embarcação que transportava o jovem europeu, sua noiva, sogros, cunhada, o namorado da cunhada e dois tripulantes virou durante o percurso próximo às quedas das Cataratas do Iguaçu. O acidente ocorreu por volta do meio-dia, momento em que testemunhas relataram a incidência de uma forte rajada de vento lateral contra a estrutura. Após virar, o jovem sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu, enquanto outros passageiros conseguiram se abrigar em rochas no leito do rio até o resgate.
Em nota oficial de posicionamento, o ICMBio informou que checou minuciosamente a documentação da concessionária e o cumprimento das normas operacionais para a visitação pública. Paralelamente, a Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial do Rio Paraná, abriu inquérito administrativo para determinar as causas, circunstâncias e eventuais responsabilidades do sinistro. A Polícia Civil do Paraná também instaurou investigação e segue colhendo depoimentos de testemunhas e envolvidos. O Capitão de Fragata Uandrson Simonin Lauriano da Silva, comandante da Capitania dos Portos do Rio Paraná, ressaltou no entanto a necessidade de reavaliação contínua dos parâmetros de navegação, em especial durante períodos atípicos de chuvas intensas e elevação repentina do nível dos rios.
Revisão de protocolos e atendimento
Por sua vez, a direção do Macuco Safari afirmou ter realizado um “pente-fino” nas rotinas de atendimento, incluindo revisão de equipamentos, simulações de salvamento e treinamentos práticos de reciclagem com a equipe de colaboradores. A empresa também promoveu suporte emocional e palestras técnicas antes da reabertura dos portões ao público, garantindo que o Centro de Visitantes e as trilhas voltaram a operar plenamente desde as 8h.
Leia na íntegra a nota divulgada pela Macuco Safari:
“No decorrer desta sexta-feira, 31 de julho, as atividades foram intensas na base de atendimento do Macuco Safari, localizada no interior do Parque Nacional do Iguaçu. A paralisação de três dias — adotada após o acidente ocorrido na última terça-feira — serviu para uma revisão intensiva de todos os protocolos de operação.
A pausa nas atividades permitiu um pente-fino nas rotinas operacionais e no estado de conservação dos equipamentos. A direção ressalta que procedimentos de reciclagem e manutenção já ocorrem periodicamente no atrativo, com treinamentos contínuos, aplicação de novas tecnologias de navegação e parcerias consolidadas com órgãos como a Marinha do Brasil, o ICMBio e a Polícia Militar do Estado do Paraná. As simulações de salvamento, primeiros socorros e resgate fazem parte do manual permanente para o enfrentamento de adversidades.
Durante todo o dia, os colaboradores do Macuco Safari participaram de palestras, treinamentos práticos e receberam atendimento individualizado e em grupos de trabalho, com foco na preparação técnica e suporte emocional para o retorno das atividades.
Paralelamente, a direção da empresa manteve reuniões com órgãos ambientais e de segurança, incluindo o ICMBio e a Marinha do Brasil. O Capitão de Fragata Uandrson Simonin Lauriano da Silva, comandante da Capitania dos Portos do Rio Paraná, destacou a necessidade de reavaliar constantemente as condições de navegação — especialmente em períodos atípicos de chuvas intensas, que elevam bruscamente o nível dos rios.


















