Foz do Iguaçu, PR – A usina de Itaipu fechou o vertedouro neste domingo (25), às 17h32, depois de mantê-lo aberto por 26 dias. A medida busca reduzir a vazão de água liberada pela hidrelétrica e armazenar parte do volume que chega ao reservatório, diante da cheia do rio Iguaçu, cujo pico de vazão está previsto para esta segunda-feira (26), com valores próximos de 20 milhões de litros por segundo.
Com o fechamento, a equipe técnica da usina prevê que o nível do reservatório suba mais de 70 centímetros entre este domingo e a próxima quarta-feira. A operação procura atenuar os efeitos da cheia do Iguaçu sobre o rio Paraná, especialmente nas áreas próximas a Foz do Iguaçu, no Brasil, e Ciudad del Este, no Paraguai.
Segundo estimativas da operação de Itaipu, o controle da água que passa pelo vertedouro evitou uma elevação de até quatro metros no nível do rio Paraná. A medida interfere no volume de água liberado pela usina em um momento de vazão elevada na bacia, quando a entrada de água precisa ser administrada para reduzir os impactos sobre o trecho do rio a jusante da barragem.
Na estação de medição da Ponte da Amizade, o rio Paraná registra cota de 115 metros acima do nível do mar. A expectativa é de que o nível suba aproximadamente 2,5 metros nas próximas 24 horas, o que exige atenção de moradores e de pessoas que circulam pelas áreas próximas às margens do rio.
A evolução dos níveis pode ser acompanhada pelo Boletim Hidrológico, disponível no site oficial de Itaipu, em www.itaipu.gov.br. A consulta permite acompanhar as informações divulgadas pela usina sobre as condições hidrológicas.
Apesar da mudança na operação do vertedouro, a geração de energia elétrica será mantida normalmente. Segundo a orientação operacional informada, a produção seguirá as diretrizes do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), no Brasil, e da Administración Nacional de Electricidad (ANDE), no Paraguai.
O fechamento do vertedouro ocorre, portanto, em meio à previsão de aumento do nível do Paraná nas próximas horas. A usina deverá usar a capacidade de armazenamento do reservatório para administrar parte do volume de água recebido, enquanto o comportamento do rio segue condicionado à cheia do Iguaçu e à evolução das vazões na região da fronteira.



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