São Paulo, SP – Um guindaste de grande porte que tombou sobre a viga elevada da Linha 15-Prata do monotrilho acabou atingido por um trem de passageiros na manhã deste sábado (24). O caso aconteceu na Avenida Professor Luiz Ignácio Anhaia Mello, na altura da estação Camilo Haddad, Zona Leste da capital.
O operador da máquina ficou ferido e foi levado para atendimento médico pela empresa proprietária do equipamento. Entre os passageiros que viajavam no trem, ninguém se machucou, segundo o Corpo de Bombeiros.
A máquina estava em um terreno vizinho e, ao ceder, tombou sobre a viga de concreto do monotrilho. Logo depois, uma composição que fazia a viagem pela linha bateu contra o braço de ferro do maquinário.
Com o choque, a estrutura metálica despencou na rua e amassou carros estacionados embaixo. Uma testemunha chamada Lucas relatou à TV Globo ter ouvido um estrondo forte e presenciado o momento da batida:
“O guindaste caiu na estrutura e, pouco depois, o trem passou e bateu nele.”
Lucas afirmou que ficou surpreso pelo fato de o trem não ter saído dos trilhos após a colisão. De acordo com ele, o equipamento pertence à empresa Cortesia Equipamentos e estava parado no terreno havia dias, mas ele não soube dizer se a máquina operava no instante da queda.
O Corpo de Bombeiros recebeu o chamado às 11h47 e enviou seis viaturas e duas motos para a ocorrência, enquanto a Defesa Civil foi mobilizada para avaliar a área. O quadro de saúde do trabalhador ferido não foi divulgado.
O acidente paralisou o deslocamento da população trabalhadora da Zona Leste, que depende do transporte público. Às 12h04, o Metrô suspendeu as viagens entre as estações Vila Prudente e São Lucas.
Como alternativa emergencial, a empresa colocou ônibus do sistema Paese para cobrir o trecho sem trens. No resto do ramal, entre as paradas São Lucas e Jardim Colonial, os trens circularam com restrição de velocidade. Em nota, a estatal informou:
“Os passageiros foram desembarcados em segurança e o trem foi recolhido para manutenção. Técnicos do Metrô atuam para o restabelecimento do trecho e, posteriormente, as causas da colisão serão apuradas.”
Até a publicação desta reportagem, não havia laudo sobre a estabilidade da viga do monotrilho nem esclarecimentos sobre a causa do tombamento da máquina privada sobre o sistema de transporte coletivo.



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