Comissão da Câmara aprova projeto que reduz idade mínima para compra de armas no Brasil

Comissão da Câmara aprova projeto que reduz idade mínima para compra de armas no Brasil

Foto: Reprodução
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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira, 25, um projeto de lei que propõe a redução da idade mínima para a compra legal de armas de fogo no Brasil, passando de 25 para 18 anos. A medida, que altera o Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003), ainda necessita de aprovação em outras etapas no Congresso Nacional antes de entrar em vigor.

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), ao Projeto de Lei 4750/2024, de autoria do deputado Da Vitoria (PP-ES). A versão original da proposta estabelecia idade mínima de 21 anos em geral e de 20 anos para residentes de áreas rurais, desde que outros requisitos legais fossem cumpridos.

Atualmente, o Estatuto do Desarmamento define a idade mínima de 25 anos para a aquisição de arma de fogo. Exceções específicas, como para moradores de áreas rurais que comprovem a necessidade do armamento para subsistência alimentar, já garantem o direito ao porte.

Justificativas e argumentos dos proponentes

Na justificativa de seu parecer, o deputado Bilynskyj argumentou que a proposta visa conferir maior coerência ao sistema legal. “Trata-se de ajuste que não compromete a política pública de controle de armas, mas confere racionalidade e proporcionalidade ao sistema legal, alinhando-o com os princípios da igualdade, razoabilidade e eficiência”, afirmou.

Segundo o relator, ao permitir um acesso legal e controlado por indivíduos maiores de 18 anos, o Estado poderia potencialmente reduzir a demanda por armamentos no mercado ilegal. “O acesso legal mais racional desestimula a aquisição clandestina, contribuindo para o controle de circulação de armamentos”, completou Bilynskyj.

O deputado Da Vitoria, autor do projeto, também defendeu a medida, baseando-se na equivalência de responsabilidades atribuídas a jovens maiores de idade. “Se um jovem é considerado maduro o suficiente para votar, dirigir ou assumir responsabilidades civis, é justo que também tenha o direito de proteger sua vida e a de sua família”, declarou Da Vitoria. Ele ainda ressaltou que, aos 18 anos, jovens aprovados em concursos da área de segurança pública já podem portar armas.

Próximos passos no Legislativo

A proposta tramita em caráter conclusivo e, agora, será submetida à análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Caso receba parecer favorável nesta comissão, o projeto seguirá para apreciação no Senado Federal. Se aprovada em ambas as Casas, a alteração será incorporada à legislação vigente no país.


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