“Não é palavrão, é meu nome”: Brasileiro radicado no Canadá causa polêmica com sobrenome

“Não é palavrão, é meu nome”: Brasileiro radicado no Canadá causa polêmica com sobrenome

Atleta explica que a pronúncia correta de seu sobrenome (Fúqui) evita confusões com o termo em inglês. Foto: Divulgação
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Medicine Hat – Canadá

Já imaginou carregar um sobrenome que é considerado um dos piores palavrões do mundo? Para o brasileiro Guilherme Carabagiale Fuck, essa é a realidade diária no basquete universitário da América do Norte. Herdado de seu pai e de origem alemã, o sobrenome “Fuck” (pronuncia-se Fúqui) tem gerado desde gargalhadas até censura em quadras canadenses e americanas.

Atualmente defendendo o Medicine Hat Rattlers, no Canadá, Guilherme decidiu que não iria mais esconder suas raízes. Após anos sendo registrado apenas como “Carabagiale” ou chamado apenas de “Gui” para evitar ofensas à comunidade local, o ala-pivô de 1,96m exigiu o uso de seu último nome.

Da censura em Wyoming ao reconhecimento em Medicine Hat

A trajetória de Guilherme foi marcada por barreiras desde 2011, quando tentou jogar em Wyoming, nos Estados Unidos. Na época, seu treinador afirmou que o sobrenome seria “ofensivo demais” para os torcedores. No Canadá, a história começou a mudar em março deste ano, quando os registros oficiais e até os narradores de TV passaram a usar seu nome real.

“Tenho orgulho dele e sempre fui conhecido assim quando joguei no Brasil. No começo ficaram receosos, mas agora até os narradores usam, adaptando a pronúncia para não soar como o palavrão”, explica o atleta.

Constrangimentos fora das quadras

Se no esporte ele está vencendo a resistência, a vida civil ainda reserva momentos embaraçosos:

  • No Aeroporto: Atendentes costumam mostrar seu passaporte uns aos outros, achando o nome “o mais legal do mundo”.

  • No Cadastro: Ao soletrar F-U-C-K para atendentes locais, Guilherme já foi acusado de falta de respeito e má educação.

  • Nas Redes Sociais: Facebook e provedores de e-mail censuram seu sobrenome, obrigando-o a adotar adaptações como “Fuki”.

Sucesso além do nome

Apesar do burburinho, os números de Guilherme falam mais alto que qualquer polêmica. Com médias de 18 pontos e 10 rebotes por partida, o brasileiro é um dos destaques de sua equipe e prova que, independente do nome nas costas da camisa, o que define um jogador é seu desempenho em quadra. Atualmente, ele concilia o basquete com o curso de Administração, buscando estabilidade que não encontrou no cenário brasileiro.

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