Foz do Iguaçu, PR – Movimentos sociais, estudantes e partidos políticos de Foz do Iguaçu sobem o tom e organizam um protesto contra o aumento da tarifa em Foz do Iguaçu. O ato público está marcado para este sábado (7), às 16h, na Praça da Paz, e contará com intervenções culturais dos artistas Rapper Mano Rubin, @manorubin45, e Jay Carlo, @jcdasul.
A mobilização contesta o reajuste de 20% na tarifa de ônibus urbana, determinada pelo prefeito bolsonarista Joaquim Silva e Luna (PL), que faz a passagem subir de R$ 5 para R$ 6 a partir de 4 de dezembro. A reação popular questiona a decisão municipal de transferir o custo do custeio para o bolso do passageiro sob a justificativa de cobrir a inflação e conter repasses da Prefeitura.
As razões do ato extrapolam o encarecimento das viagens. Os manifestantes protestam contra a péssima qualidade do serviço prestado à população iguaçuense, marcada por frota sucateada e longas esperas nos pontos, e exigem a manutenção integral do passe livre estudantil diante de ameaças de restrições ao benefício.
“Não existe justificativa plausível para essas medidas, a não ser favorecer o aumento dos lucros dos empresários às custas da população trabalhadora e dos estudantes. Não vamos aceitar que o direito à mobilidade seja tratado como mercadoria.”
O impacto financeiro é um dos principais combustíveis da indignação. Quem utiliza duas conduções diárias durante 22 dias úteis passará a desembolsar R$ 264 por mês, ante os R$ 220 atuais. Em um ano, a alta impõe uma perda acumulada de R$ 528 no orçamento das famílias de menor renda.
A cobrança mais alta contrasta com a falta de transparência nos números do transporte. O Decreto nº 35.094 apoia-se no Relatório Técnico nº 180/2026, do Instituto de Transportes e Trânsito de Foz do Iguaçu (Foztrans), mas o governo municipal não apresentou abertamente as planilhas nem as projeções financeiras da operação. Para entender mais sobre as diretrizes da mobilidade urbana no país, vale consultar a Política Nacional de Mobilidade Urbana.
Unindo arte, cultura hip-hop e contestação política na Praça da Paz, os manifestantes prometem pressionar o Executivo municipal pela revogação imediata do aumento tarifário, por melhorias no serviço prestado, pela garantia do passe livre e pela abertura dos contratos do transporte coletivo.



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