Foz do Iguaçu, PR – O Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (CMDPI) aprovou o Plano de Ação Municipal para o período entre 2026 e 2030, marcando um passo decisivo na adesão de Foz do Iguaçu ao Programa Amiga da Pessoa Idosa (PAPI), iniciativa do Governo do Paraná voltada à proteção e à promoção da qualidade de vida da população com 60 anos ou mais. A aprovação da matéria ocorreu por deliberação unânime em reunião extraordinária e foi oficializada por meio da Resolução nº 33/2026, publicada no Diário Oficial nº 5.569 no dia 6 de outubro.
O documento traça metas e prioridades para fortalecer políticas públicas de promoção, proteção e garantia de direitos, além de guiar o município diante do envelhecimento populacional com foco na autonomia, inclusão social e qualidade de vida. Para gerir o processo, a Prefeitura instituiu o Comitê Interinstitucional “Foz Cidade Amiga da Pessoa Idosa” pelo Decreto Municipal nº 34.744/2026, com composição formalizada pelo Decreto Municipal nº 34.931/2026. O grupo reúne órgãos públicos, instituições de ensino, sistema de justiça, sociedade civil e serviços especializados, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS).
O planejamento municipal segue as diretrizes do Guia Orientador do PAPI, estruturado em uma jornada de 10 passos para preparar cidades frente ao envelhecimento ativo e saudável. A adesão também abre portas para linhas de cofinanciamento, sistemas integrados e apoio técnico do Estado.
Marcus Vinicius Dalmagro, gestor da Política da Pessoa Idosa, comemorou o avanço. “Recebemos a devolutiva positiva do Governo do Estado, com a aprovação do Comitê Gestor Intersetorial, do Diagnóstico Situacional e do Plano Municipal de Ação. Seguimos avançando para a próxima etapa, voltada à conclusão do processo e à entrega do Selo, estando cada vez mais próximos de uma importante conquista para o município”, afirmou.
De acordo com o Censo Demográfico de 2022 do IBGE, Foz do Iguaçu abriga 37.653 pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 13,19% da população local, que era de 285.415 habitantes na época. As estimativas populacionais apontam que o município alcançou 297.352 moradores em 2025.
A presidente do CMDPI, Ana Schonardie Carvalho, apontou que o engajamento coletivo é essencial. “O cenário atual exige que o Município avance na estruturação de respostas de curto, médio e longo prazo, considerando que o envelhecimento populacional envolve todas as políticas públicas. O CMDPI desempenha seu papel de controle social, diálogo e construção coletiva, fortalecendo a articulação entre o poder público e sociedade civil”, comentou.
A transição demográfica também afeta a saúde pública, como apontou o médico Ricardo Zaslavsky, supervisor técnico da linha de Cuidado de Saúde da Pessoa Idosa da Secretaria Municipal de Saúde. “De maneira geral, a sociedade está passando por uma transição demográfica que impacta todos os setores e exige adaptações para acolher as demandas específicas desse público. Os esforços do município, para conquistar o título de Cidade Amiga da Pessoa Idosa, são de grande relevância, pois buscam promover inovações e adaptações para que a cidade acompanhe as mudanças decorrentes do envelhecimento populacional”, disse.
As reuniões ordinárias do CMDPI ocorrem na primeira quarta-feira de cada mês, às 8h30, na sala de reuniões da SMAS, com portas abertas à comunidade e profissionais da área. O conselho foi criado pela Lei Municipal nº 4.380/2015 e atualizado pela Lei Municipal nº 5.749/2026.



Deixe um comentário