Palestina denuncia morte de 19 mil crianças desde 2023 em ataques de Israel

Palestina denuncia morte de 19 mil crianças desde 2023 em ataques de Israel

Data dedicada aos direitos da criança é marcada por denúncias e pedido de proteção internacional. Yasser Qudih/Reuters
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O Ministério da Educação e Ensino Superior da Palestina divulgou, no Dia Universal da Criança (20 de novembro), que 19 mil crianças em idade escolar foram mortas e aproximadamente 28 mil ficaram gravemente feridas desde o início dos ataques de Israel à Faixa de Gaza e à Cisjordânia, em outubro de 2023.

Os números foram publicados pela agência palestina WAFA e reforçam o alerta de diversas organizações internacionais sobre o impacto desproporcional da ofensiva na população infantil.

Segundo o Ministério da Educação, centenas de escolas, creches, jardins de infância e parques infantis foram destruídos ou severamente danificados pelas forças israelenses nos últimos treze meses — um ataque direto ao direito à educação e à proteção da infância, previsto em acordos internacionais.

Em nota, a pasta destacou que a data, criada pela ONU em 1959, deveria ser dedicada à defesa da dignidade e da proteção das crianças, mas se converteu, para o povo palestino, em um momento de denúncia.

As crianças palestinas merecem viver em um ambiente estável que garanta seu direito à educação livre, segura e de qualidade”, afirma o comunicado, citando a Declaração dos Direitos da Criança (1959) e a Convenção sobre os Direitos da Criança (1989).

A nota enfatiza que “dificilmente passa um dia sem que uma criança seja morta por soldados ou colonos israelenses”, lembrando que cada número representa “vidas interrompidas, sonhos destruídos e futuros roubados”.

Violações continuam mesmo após anúncio de cessar-fogo

Apesar do acordo anunciado em outubro, o Ministério da Saúde da Palestina registrou 242 pessoas mortas e 622 feridas em Gaza após a suposta implementação do cessar-fogo — evidenciando que ataques continuam.

Pedido internacional de proteção

O Ministério da Educação da Palestina pediu à comunidade internacional:

  • proteção urgente das crianças e estudantes palestinos,

  • reconstrução das escolas destruídas,

  • apoio psicológico e educacional emergencial,

  • responsabilização por crimes cometidos contra a infância em Gaza e Cisjordânia.

“Os efeitos dos crimes cometidos pelo exército de ocupação contra crianças palestinas permanecem evidentes e exigem punição e dissuasão”, afirma o comunicado.


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