Entidade pede medidas de emergência após tornado no PR

Entidade pede medidas de emergência após tornado no PR

Além do retorno imediato da energia elétrica, entidade pede linhas de crédito especiais para a reconstrução de propriedades atingidas.

Ventos fortes destelharam galpões produtivos e danificaram infraestruturas agrícolas em municípios do interior. Foto: Sistema Faep.
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Curitiba, PR – O avanço de tempestades severas e a confirmação de um tornado no último sábado (8) voltaram a causar destruição no interior do Paraná, deixando um rastro de casas e estruturas agrícolas destelhadas, além de propriedades rurais sem energia elétrica. Diante dos prejuízos acumulados, o Sistema FAEP e sindicatos do setor cobram do governo estadual e da Copel a adoção imediata de medidas de emergência, que incluem o socorro financeiro a produtores afetados e a restauração rápida dos serviços básicos.

Os estragos mais graves foram registrados em municípios como Piraí do Sul, Telêmaco Borba, Tibagi, Guarapuava, Candói, Castro, Jaguariaíva e Nova Aurora, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). De acordo com balanços da Defesa Civil, a força dos ventos derrubou árvores e fiação elétrica, além de comprometer severamente galpões de armazenamento e instalações de granjas.

Para mitigar o impacto nas comunidades atingidas, a representação do agronegócio paranaense prepara o envio de solicitações formais à Companhia Paranaense de Energia (Copel) e às secretarias estaduais de Agricultura e Abastecimento (Seab) e da Fazenda (Sefa). O objetivo central é mapear as perdas com rapidez para viabilizar linhas de crédito subsidiadas e com carência.

“A população das áreas rural e urbana precisa de uma resposta rápida. É importantíssimo garantir o restabelecimento dos serviços e dar condições para que quem teve prejuízos consiga reconstruir e retomar suas atividades”, defende o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

A cobrança por agilidade na liberação de recursos traz à tona um problema crônico enfrentado pelos agricultores do estado: a morosidade do socorro público. A própria FAEP alerta que parte das famílias atingidas por um tornado similar em novembro de 2025 — que devastou áreas rurais em Rio Bonito do Iguaçu, Porto Barreiro, Laranjeiras do Sul e Virmond — ainda enfrenta entraves burocráticos e não conseguiu acessar o crédito prometido para recuperar a infraestrutura perdida.

“Precisamos buscar alternativas reais e desburocratizadas que permitam aos produtores rurais recuperar suas estruturas e retomar a produção de fato”, pontua Meneguette.

A vulnerabilidade do estado diante da crise climática tem mobilizado diferentes esferas governamentais. Em julho deste ano, a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) sediou um encontro com a presença de secretarias de Estado, universidades, prefeituras, o Tribunal de Contas (TCE-PR) e o Comitê de Governança Climática para discutir estratégias permanentes de prevenção e mitigação de desastres.

Os dados apresentados na ocasião expõem a urgência do debate: na última década, o Paraná registrou cerca de 6 mil desastres naturais. Os episódios atingiram todos os 399 municípios paranaenses, afetaram mais de 4,5 milhões de pessoas e acumularam prejuízos econômicos superiores a R$ 32 bilhões.


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