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Itaipu avalia medidas para conter pico da cheia do Paraná

Cerca de 41 famílias já foram levadas para locais seguros no Paraguai; previsão indica que o rio pode atingir a cota de 111 metros na segunda-feira, 12 de outubro

Itaipu monitora o nível do rio Paraná e acompanha os efeitos das chuvas na região da fronteira. Foto: Andrés Zarate/Itaipu Binacional.

Ciudad del Este, PY – A Itaipu Binacional prevê uma elevação gradual do nível do rio Paraná a partir deste domingo, 11 de outubro, com possibilidade de atingir a cota de 111 metros na segunda-feira, dia 12. A previsão é da Comissão Especial de Cheias da empresa, que monitora a situação e acompanha os possíveis impactos da cheia sobre as comunidades ribeirinhas. No bairro San Rafael, cerca de 41 famílias já foram transferidas para locais seguros.

De acordo com a previsão, o rio deve subir a partir da cota atual de 109,47 metros, medida na Ponte da Amizade, até alcançar progressivamente os 111 metros na segunda-feira. Apesar da elevação prevista, a Itaipu informa que, por enquanto, não há expectativa de que a cheia atinja estruturas ou residências no lado brasileiro.

No Paraguai, as equipes da Assessoria de Responsabilidade Social da Itaipu prestam assistência às famílias afetadas no bairro San Rafael. O trabalho conta com a colaboração de voluntários e moradores da comunidade e inclui o transporte de pessoas e pertences, apoio logístico, instalação de barracas e banheiros e fornecimento de alimentos para quem precisar deixar a própria casa.

A assistência busca atender às necessidades das famílias durante o período de cheia, com a disponibilização de transporte e de estruturas temporárias para quem não puder permanecer em sua residência. Até o momento, o balanço informado pela empresa é de 41 famílias transferidas para locais seguros.

O monitoramento hidrológico é realizado de forma permanente pela Divisão de Estudos Hidrológicos da Superintendência de Operação da Itaipu. A equipe acompanha as chuvas e seus efeitos sobre os rios Iguaçu e Paraná, cujas condições influenciam a evolução da cheia. Paralelamente, as áreas de Responsabilidade Social coordenam a preparação de abrigos temporários em regiões mais elevadas.

A Itaipu também avalia a possibilidade de reduzir gradualmente o nível do reservatório nos próximos dias. A medida teria como objetivo criar uma pequena margem de espera para ajudar a amortecer o pico da cheia. A empresa, porém, ressalta que a eficácia dessa estratégia dependerá da intensidade e da distribuição das chuvas nos próximos dias.

A evolução do nível do rio e das condições meteorológicas será determinante para avaliar a necessidade de novas medidas de proteção e assistência. Embora não haja previsão, neste momento, de impactos em residências no lado brasileiro, a situação no bairro San Rafael já exige o atendimento às famílias retiradas de suas casas.

Steve Rodríguez

*Steve Rodríguez é repórter do Fronteira Livre, pesquisador e doutorando pela UNILA com formação interdisciplinar em narrativa audiovisual, estudos culturais latino-americanos e práticas pedagógicas anticoloniais. Sua trajetória combina criação artística (teatro, cinema e cultura visual) com reflexão teórica, orientada pela perspectiva dos estudos visuais de Nicholas Mirzoeff.

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