Incêndio em fábrica de calçados na China deixa 28 mortos

Incêndio em fábrica de calçados na China deixa 28 mortos

Xi Jinping cobra investigação e dono da fábrica é preso. 237 trabalhadores estavam no prédio quando o fogo começou

Dono da fábrica foi preso para investigação. Foto: AP
WhatsApp
Telegram
Facebook
Email
LinkedIn

Jinjiang, China – Um incêndio de grandes proporções destruiu a fábrica Huiteng Shoes, na cidade de Jinjiang, província de Fujian, no sudeste da China, na quinta-feira (9), e deixou 28 mortos e 32 feridos graves.

O fogo começou por volta do meio-dia no horário local (1h da madrugada em Brasília). No momento do incêndio, 237 trabalhadores e dois visitantes estavam no prédio de vários andares. As autoridades conseguiram retirar 213 pessoas com vida. Duas morreram a caminho do hospital. Outras 26, dadas como desaparecidas, tiveram a morte confirmada posteriormente.

Imagens divulgadas pela emissora estatal CCTV mostravam as chamas engolindo a estrutura enquanto funcionários subiam ao telhado para tentar escapar da fumaça. O incêndio mobilizou cerca de 200 bombeiros e socorristas.

O presidente chinês, Xi Jinping, classificou o ocorrido como “graves perdas humanas” e determinou a abertura imediata de investigação. O dono da fábrica foi preso, informou a agência estatal Xinhua.

“Devemos fazer todos os esforços para tratar os feridos, confortar as famílias das vítimas e investigar minuciosamente as causas do acidente para responsabilizar os culpados”, afirmou Xi, segundo a imprensa estatal.

Jinjiang é conhecida como a “capital do calçado” da China, abrigando centenas de fábricas do setor. A Huiteng Shoes era uma das maiores do município, com capacidade de produção expressiva para os mercados interno e externo.

O incêndio reacende o debate sobre a segurança do trabalho na China, onde acidentes em fábricas são recorrentes apesar do discurso oficial de tolerância zero. Em 2024, uma explosão em uma fábrica de produtos químicos na província de Jiangsu matou 14 pessoas. Em 2022, um incêndio em um edifício comercial em Changsha deixou 53 mortos. Em todos os casos, as investigações prometidas nunca resultaram em mudanças estruturais na fiscalização.

A “capital do calçado” aprendeu a produzir sapatos para o mundo. Aprender a proteger quem os fabrica, aparentemente, é lição que ainda não foi dada.


Deixe um comentário

Notícias relacionadas

Siga-nos

Últimas Notícias

Rolê na Fronteira

Turismo

Câmbio

Dólar (USD) Carregando...
Peso Argentino Carregando...
Guarani (PYG) Carregando...
Atualização --

Inscreva-se em nossa NEWSLETTER