Foz do Iguaçu (PR) — O administrador Haralan Mucelini foi eleito presidente do Observatório Social do Brasil em Foz do Iguaçu (OSB-FI) para a gestão 2026–2028. A escolha ocorreu por unanimidade durante assembleia realizada nesta terça-feira (26), marcando a sucessão de Jaime Nascimento no comando da entidade.
A nova diretoria assume em meio a debates cada vez mais intensos sobre a qualidade dos serviços públicos, especialmente nas áreas de transporte coletivo e saúde pública, temas que devem concentrar parte importante do trabalho de fiscalização e acompanhamento desenvolvido pelo Observatório nos próximos anos.
Durante a posse, Haralan destacou o papel do controle social e afirmou que a entidade continuará monitorando contratos públicos e decisões administrativas que impactam diretamente a população de Foz do Iguaçu. Segundo ele, os problemas enfrentados atualmente no transporte coletivo são resultado de escolhas acumuladas ao longo de diferentes gestões municipais.
“Nosso temor é o de que o município faça uma licitação desfavorável, com custos elevados e baixa qualidade na prestação do serviço por um longo período. Por isso seguimos monitorando”, afirmou Haralan Mucelini.
O novo presidente também demonstrou preocupação com os rumos da saúde pública municipal, principalmente em relação ao modelo de gestão plena adotado por Foz do Iguaçu há cerca de duas décadas. Para ele, a estrutura atual gera impactos financeiros crescentes ao município e exige uma discussão mais ampla envolvendo prefeitura, governo do estado e União.
“Foi uma decisão tomada há 20 anos, que colocou uma responsabilidade gigantesca sobre Foz do Iguaçu. É necessária uma revisão para evitar o agravamento do déficit financeiro na saúde pública e os reflexos diretos na qualidade do atendimento à população”, ressaltou.
Ao defender maior participação da comunidade nas ações do Observatório Social, Haralan também relacionou o debate sobre fiscalização pública ao aumento da arrecadação tributária registrado nos últimos anos. Segundo ele, a sociedade precisa acompanhar mais de perto a aplicação dos recursos públicos e cobrar qualidade nos serviços entregues à população.
“Nosso município arrecada cada vez mais, porém a população tem cada vez menos serviços de qualidade. Aqui está a importância do nosso voluntário”, declarou.
Ao encerrar o mandato, Jaime Nascimento apresentou um balanço das atividades desenvolvidas pela entidade nos últimos dois anos e afirmou que o Observatório atuou em temas considerados estratégicos para Foz do Iguaçu, como transporte coletivo, Hospital Municipal e contratos públicos de grande impacto financeiro.
“Interferimos em todos os principais assuntos de interesse da cidade”, afirmou.
Durante a assembleia, a administradora Ana Júlia Vitorassi também apresentou pesquisa acadêmica desenvolvida na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), na qual analisa o papel do Observatório Social como instrumento de participação cidadã e fiscalização pública.


















