Foz do Iguaçu, PR – O descarte irregular de lixo e entulhos nas ruas e terrenos de Foz do Iguaçu tem agravado de forma direta os episódios de alagamentos registrados no município nos últimos dias. Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o lixo jogado incorretamente nas vias públicas acaba entupindo bocas de lobo, galerias pluviais e, em muitos casos, é levado pela força da água diretamente para dentro dos rios e córregos da cidade, bloqueando o fluxo natural da drenagem urbana.
Um dos pontos críticos apontados pela pasta é a Rua Silvano Gutierrez, na região de Três Lagoas, onde o acúmulo frequente de resíduos evidencia a falta de destinação adequada. O secretário municipal de Meio Ambiente, Johnys Freitas, criticou a prática ao relatar o tipo de material encontrado nas ruas. “Nós encontramos resíduos recicláveis, que poderiam estar dentro das Unidades de Valorização de Reciclagem, dentro das cooperativas e ainda gerando renda para aquelas famílias”, disse.
Para evitar que o problema continue prejudicando o meio ambiente e a segurança da comunidade, a prefeitura reforça a necessidade de os moradores separarem os materiais corretamente em casa. O município disponibiliza o serviço de coleta seletiva de recicláveis nos bairros de forma semanal, além do programa de caçamba comunitária voltado ao recolhimento de entulhos, móveis velhos e restos de pequenas obras. O pedido das caçambas deve ser articulado pelas associações de moradores ou líderes comunitários junto ao Protocolo Geral, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h, sem custo.
Outra alternativa gratuita oferecida à população é o descarte direto no aterro municipal. Conforme explicou o secretário, caso o cidadão precise se desfazer de galhos de poda de árvore, móveis inservíveis ou entulhos, o material pode ser levado diretamente ao local ou a secretaria pode ser acionada para auxiliar na orientação. “O importante é não jogar lixo pelas ruas, terrenos e outros espaços”, afirmou.
A prefeitura também pede o apoio da sociedade no combate a esse tipo de crime ambiental por meio de denúncias. Ao flagrar descartes irregulares, os moradores podem registrar imagens e enviar os arquivos à Secretaria de Meio Ambiente, utilizar a plataforma digital e-Ouve ou ligar para o telefone 156. O sigilo dos denunciantes é garantido. “Não precisa se identificar, há total segurança e nos ajuda a identificar o criminoso, porque isso é um crime ambiental e com certeza chegará a penalização para essa pessoa que está descartando de forma irregular”, concluiu Freitas.



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