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Prefeitura de CDE confirma 1.000 famílias afetadas pela cheia do rio Paraná

Cruz Vermelha Paraguaia, Itaipu e equipes militares participam das ações para atender moradores afetados

Prefeitura mantém a distribuição diária de alimentos para moradores atingidos pela elevação do rio Paraná. Foto: Divulgação.

Ciudad del Este, PY – A Prefeitura de Ciudad del Este atualizou o registro de famílias afetadas pela cheia do rio Paraná e contabilizou 1.000 famílias em diferentes setores da cidade paraguaia. O município mantém um operativo de assistência humanitária que inclui distribuição diária de alimentos, fornecimento de materiais para abrigos provisórios e apoio à retirada de moradores e pertences para locais seguros. Segundo o prefeito Pedro Acuña, o atendimento continuará pelo tempo necessário, até que as famílias possam retornar às suas casas com segurança.

O levantamento municipal reúne famílias de bairros e assentamentos atingidos pela elevação do nível do rio. A região da Ex Cantera, nos dois lados da área, concentra o maior número de registros, com 260 famílias. San Rafael e San Agustín somam 200 famílias, enquanto Che la Reina tem 130.

Em Remansito, na região do cais e arredores, foram registradas 105 famílias. O assentamento Belén contabiliza 100, Santa Ana tem 80 e as regiões de Km 9 Monday e 8 de Diciembre somam 70. Já Km 10 Acaray e o assentamento Yrendague registram 50 famílias, enquanto o bairro 23 de Octubre tem cinco.

Distribuição diária de alimentos e materiais para abrigos

A assistência municipal inclui o fornecimento diário de café da manhã, lanche e insumos para a preparação do almoço e do jantar. De acordo com os dados divulgados pela prefeitura, são distribuídos aproximadamente 300 quilos de biscoitos por dia. O município também mantém 11 cozinhas comunitárias, conhecidas como ollas populares, para garantir alimentos às famílias afetadas.

O operativo inclui ainda a entrega de barracas, lonas e chapas, além do apoio à evacuação de moradores e ao transporte de móveis, eletrodomésticos e outros pertences. Os objetos são levados para abrigos ou outros locais considerados seguros, conforme as necessidades de cada família.

Equipes de diferentes setores da administração municipal continuam trabalhando nas comunidades atingidas para identificar demandas e prestar assistência durante a emergência. As ações envolvem tanto o atendimento alimentar quanto o apoio às pessoas que precisam deixar suas residências.

O prefeito Pedro Acuña afirmou que a prefeitura continuará atendendo todas as famílias afetadas durante o tempo que for necessário. O retorno às casas, segundo o compromisso anunciado pelo chefe do Executivo municipal, deverá ocorrer quando houver condições de segurança.

Cruz Vermelha, Itaipu e militares participam das ações

A operação também reúne instituições que colaboram na assistência às famílias atingidas pela cheia. Entre elas estão a Cruz Vermelha Paraguaia, a Itaipu Binacional, o Corpo de Bombeiros Voluntários, a Área Naval nº 3 e a Divisão de Infantaria, além de efetivos militares.

A atuação conjunta dá suporte às tarefas de evacuação, distribuição de alimentos, assistência humanitária e acompanhamento dos moradores. A participação dessas instituições contribui para reunir equipes e recursos destinados ao atendimento das comunidades afetadas.

Com 1.000 famílias registradas, a operação municipal continua concentrada na oferta de alimentos, no fornecimento de materiais para abrigos e no transporte de moradores e pertences para locais seguros. A prefeitura afirma que manterá a assistência até que as famílias possam voltar para casa sem colocar sua segurança em risco.

Steve Rodríguez

*Steve Rodríguez é repórter do Fronteira Livre, pesquisador e doutorando pela UNILA com formação interdisciplinar em narrativa audiovisual, estudos culturais latino-americanos e práticas pedagógicas anticoloniais. Sua trajetória combina criação artística (teatro, cinema e cultura visual) com reflexão teórica, orientada pela perspectiva dos estudos visuais de Nicholas Mirzoeff.

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