São Paulo, SP – Horas depois de discursar em ato político ao lado do correligionário e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, o deputado estadual Marcelo Aguiar (PL-SP) foi detido na madrugada desta segunda-feira (19) após o disparo de uma pistola Glock .380 dentro do Santo Cupido Bar, no Itaim Bibi, zona oeste da capital.
Frequentadores relataram à polícia que o parlamentar apresentava sinais claros de embriaguez e importunava mulheres dentro do estabelecimento. Diante das cobranças de outros clientes para que parasse e se afastasse, começou uma discussão corporal.
Durante o tumulto, a arma de Aguiar disparou e atingiu de raspão o influenciador Fred Bruno. A Polícia Civil abriu inquérito e investiga se o tiro ocorreu de forma acidental durante uma queda do parlamentar.
Acionada para o local, a Polícia Militar encontrou o deputado do lado de fora do bar. Conforme o boletim de ocorrência, os policiais precisaram algemá-lo devido ao descontrole emocional e ao perigo gerado aos presentes.
Imagens obtidas pela imprensa registram o político cambaleando, amparado por agentes da PM ao desembarcar na delegacia. Em uma das gravações, ele aparece sentado no chão da repartição policial.
Apesar da gravidade da ocorrência e da retenção da pistola para perícia, o delegado de plantão liberou o parlamentar sem formalizar flagrante, aplicando as regras constitucionais de imunidade legislativa. O registro policial não indicou feridos com gravidade.
Durante a ocorrência, os policiais apreenderam, para averiguação, um carro com identificação oficial da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Consultas preliminares apontam que o veículo não faz parte da frota cedida ao gabinete de Aguiar.
A conduta noturna contrasta com a agenda política do parlamentar. Cantor gospel e integrante da bancada do PL, Aguiar constrói a carreira parlamentar com foco na família tradicional, infância e valores cristãos.
O parlamentar integra a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Alesp. Na eleição de outubro, recebeu 37.585 votos e não conseguiu renovar a cadeira, ficando como suplente para a legislatura seguinte.
A assessoria do deputado contestou a voz de prisão:
“O parlamentar estava sob efeito de medicamentos fortes e foi apenas conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.”



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