Foz do Iguaçu, PR – Moradores da região de Três Lagoas reivindicaram melhorias em saúde, mobilidade urbana, iluminação pública, educação e segurança durante a 2ª Sessão Itinerante da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, realizada na última quarta-feira, 13 de maio, na Paróquia São Pedro. A situação do condomínio do idoso e a falta de espaços públicos de lazer também estiveram entre as principais demandas apresentadas pela comunidade.
A proposta da Sessão Itinerante é aproximar o Legislativo da população, ouvindo as reivindicações diretamente nos bairros. Nesta edição, participaram moradores das regiões do Alvorada, Náutica, Vila Guarani, Jardim Cedro, Sol de Maio, Jardim das Oliveiras, Lagoa Vermelha, Jardim Ipanema, Lagoa Dourada, Jardim Santa Rita, Vila São João, Jardim Mônaco, Vila Miranda, Jardim Vale do Sol, Jardim Colombelli, Novo Mundo, Loteamento Witt e Jardim Congonhas.
Além dos vereadores, a sessão contou com a presença da ouvidora do município e do superintendente do Foztrans.
Saúde, educação e mobilidade estão entre as principais cobranças
Durante a tribuna livre, moradores relataram dificuldades enfrentadas diariamente nos bairros da região Norte de Foz do Iguaçu.
José Daniel, morador do bairro Lagoa Dourada, pediu a implantação de uma Unidade de Pronto Atendimento na região. “Queria pedir atenção para termos uma UPA 24 horas porque somos o único bairro que não tem”, afirmou.
Já Luiz Bozanelo destacou a falta de estrutura nas áreas de saúde e educação no bairro Alvorada. “A gente do bairro Alvorada está precisando principalmente de saúde e educação. Nós não temos um posto de saúde; a gente que mora no Alvorada precisa vir aqui na Unidade São João, que fica a 4 km da BR, ainda correndo risco de ser atropelado. Também não temos um CMEI; temos pais hoje que levam suas crianças ao Morumbi para ter educação”, declarou.
A diretora da Escola João da Costa Viana, Janaína Proensa, alertou para o crescimento populacional da região sem ampliação da estrutura pública. “Foram construídos muitos loteamentos aqui no bairro, mas apenas um CMEI, que é o Viviane Jara, e já está lotado. Estamos chegando perto de um colapso no atendimento. Também não tivemos construção de postos de saúde; nossos alunos enfrentam muitas filas para atendimento de saúde”, disse.
Moradores pedem passarela, iluminação e segurança escolar
A mobilidade urbana e a segurança viária também foram temas recorrentes durante a sessão.
Pedro Vidal, morador do Jardim Dourado, cobrou melhorias na operação tapa-buraco e a construção de uma passarela na BR-277.
“Falta fechar os buracos das ruas; o cidadão cadeirante não consegue se locomover. Falta fazer uma passarela nessa BR-277, na saída do bairro; muitos pedestres perderam a vida ali”, relatou.
José Cristiano dos Santos criticou a situação da iluminação pública na região.
“A outra empresa que fazia manutenção arrumava as lâmpadas da rua e no outro dia já estavam queimadas e a gente paga a iluminação pública na conta de luz”, afirmou.
Representando a APMF da Escola João da Costa Viana, Thiago Natividade pediu mais segurança nas escolas e investimentos em lazer para os jovens.
“Os pais hoje deixam os filhos sem a tranquilidade da segurança escolar. Precisamos iniciar uma discussão séria sobre essa situação. Gostaria de reforçar um pedido antigo da juventude do bairro, que é uma pista de skate. Que possamos avançar em ações concretas para melhorar a qualidade de vida”, destacou.
Fundo da Igualdade Racial e situação do condomínio do idoso foram debatidos
O debate sobre políticas públicas voltadas à igualdade racial também marcou a sessão itinerante.
Diego Carvalho, 2º secretário do Conselho da Igualdade Racial, falou sobre a importância do Fundo de Promoção da Igualdade Racial.
“O que acontece hoje em Foz é um caminho para abolir a violência racista, o silenciamento dos povos de terreiro. Saúdo a Mãe Marina de Tunirê, que hoje não está mais aqui, a mãe Edna, Mazé. É preciso lutar para que o fundo se mantenha vivo, um fundo que venha para emancipar ainda mais o nosso povo”, declarou.
Maria José El Saad também ressaltou a relevância do fundo aprovado na mesma sessão.
“Temos o conselho da igualdade e o fundo que foi amplamente debatido para que fizéssemos uma minuta e depois fosse encaminhada à Câmara para que tivéssemos essa vitória de hoje. O fundo é importante para qualquer política pública, porque é através dele que é feita a captação de recursos para o desenvolvimento da política pública. Hoje, dia 13 de maio, comemoração da abolição da escravatura, o que nunca foi concluído”, afirmou.
Outra demanda apresentada foi a situação do Condomínio do Idoso. Xuxa relatou problemas estruturais e dificuldades enfrentadas pelos moradores do local.
“O condomínio está abandonado. Esta semana, depois de bater muito na tecla, veio um médico para atender os acamados. E o nosso muro eu preciso pular, eu que tenho 75 anos. Estou falando em nome de 43 idosos, a maioria mulheres, e os homens que lá estão são doentes”, disse.


















