Câmara cobra dados sobre Método Wolbachia em Foz

Câmara cobra dados sobre Método Wolbachia em Foz

Requerimento pede balanço da estratégia Wolbachia no combate ao Aedes aegypti

Foto: Christian Rizzi - CMFI.
WhatsApp
Telegram
Facebook
Email
LinkedIn

Foz do Iguaçu, PR – O combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti voltou ao centro dos debates na Câmara Municipal de Foz do Iguaçu. Dessa vez, o Legislativo aprovou o Requerimento nº 311/2026, de autoria do vereador Dr. Ranieri Marchioro, que solicita à Prefeitura informações detalhadas sobre o planejamento, a execução e os resultados da aplicação do Método Wolbachia no município.

Agora, o documento aguarda resposta do Executivo. Além disso, a proposta busca ampliar o acompanhamento institucional sobre a estratégia adotada no combate à dengue, zika e chikungunya.

Durante a apresentação do requerimento, o parlamentar explicou como funciona a tecnologia aplicada em Foz do Iguaçu.

“O mosquito naturalmente não possui essa bactéria. Alguns exemplares foram liberados em nossa cidade e, ao receberem a bactéria Wolbachia, passam a ter dificuldade para transmitir os vírus da dengue, da zika e da chikungunya. O objetivo é que esses mosquitos se reproduzam com menor capacidade de infectar os seres humanos”, afirmou Dr. Ranieri Marchioro.

Atualmente, Foz do Iguaçu está entre as seis cidades pioneiras na implantação do método. A estratégia consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia. Dessa forma, a tecnologia impede o desenvolvimento dos vírus dentro do inseto e, consequentemente, reduz a transmissão das doenças.

Pedido inclui dados técnicos e comparativos

O requerimento encaminhado pela Câmara solicita informações técnicas e epidemiológicas sobre a aplicação da estratégia na cidade. Entre os principais questionamentos estão o número de semanas de liberação dos chamados “Wolbitos”, a quantidade de bairros atendidos e, ainda, a possibilidade de ampliação da tecnologia para além das 13 regiões inicialmente previstas.

Além disso, o documento pede esclarecimentos sobre o cumprimento do cronograma firmado com o município. Ao mesmo tempo, o Legislativo quer acesso aos resultados já obtidos desde o início da implantação do método.

Outro ponto destacado no requerimento é o monitoramento entomológico realizado em Foz do Iguaçu, responsável por medir a presença da bactéria Wolbachia nos mosquitos Aedes aegypti. Além disso, o texto solicita um comparativo dos casos de dengue, zika e chikungunya registrados nos últimos três anos, diferenciando os bairros contemplados pela tecnologia das regiões que ainda não receberam a intervenção.

Segundo o vereador, o acompanhamento do projeto é necessário porque a estratégia envolve impacto direto na saúde pública. Além disso, a iniciativa conta com recursos públicos e parcerias institucionais de grande porte.

“Por se tratar de uma inovação tecnológica com potencial impacto na saúde pública, implementada com recursos públicos e parcerias institucionais de alto nível, cabe ao Poder Legislativo acompanhar de perto o andamento do projeto em Foz do Iguaçu”, destacou o parlamentar.

Entre as instituições envolvidas na iniciativa estão o Governo do Estado, o Ministério da Saúde, a Fiocruz, a Itaipu Binacional e o WMP Brasil.

Método é considerado autossustentável

O diagnóstico da presença da bactéria Wolbachia no mosquito Aedes aegypti é realizado nos laboratórios do WMP Brasil/Fiocruz, por meio de técnicas de biologia molecular.

Depois da confirmação do estabelecimento da bactéria nos mosquitos da região, não há necessidade de novas liberações. Assim, o Método Wolbachia passa a ser considerado uma estratégia autossustentável no combate às arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias relacionadas

Siga-nos

Últimas Notícias

Rolê na Fronteira

Turismo

Câmbio Fronteira

Dólar (USD) Carregando...
Peso Argentino Carregando...
Guarani (PYG) Carregando...
Atualização --

Inscreva-se em nossa NEWSLETTER