Cinedebate em Foz do Iguaçu discute resistência palestina com filme “Leila e os Lobos”

Cinedebate em Foz do Iguaçu discute resistência palestina com filme “Leila e os Lobos”

Filme palestino retrata resistência das mulheres diante da ocupação e da violência colonial.

Filme palestino retrata resistência das mulheres diante da ocupação e da violência colonial.
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Foz do Iguaçu (PR) — O cinema palestino, a memória da Nakba e a resistência popular serão temas do próximo cinedebate promovido no Quixote Espaço Cultural, em Foz do Iguaçu. A atividade acontece na sexta-feira, 15 de maio, às 19h, com exibição do filme Leila e os Lobos, obra considerada uma das produções mais importantes do cinema político palestino.

O encontro marca os 78 anos da Nakba, termo utilizado pelo povo palestino para definir a catástrofe de 1948, período que resultou no deslocamento forçado de centenas de milhares de palestinos após a criação do Estado de Israel.

Nesse sentido, o evento propõe uma reflexão sobre colonialismo, memória histórica, resistência cultural e o papel das artes nos processos de luta popular e emancipação.

Cinedebate “Leila e os Lobos” relaciona arte e resistência palestina

O filme dirigido por Heiny Srour acompanha trajetórias de mulheres palestinas e libanesas diante da ocupação, da guerra e das estruturas patriarcais presentes no contexto regional.

Ao mesmo tempo, a obra constrói uma narrativa que conecta memória coletiva, resistência política e protagonismo feminino em meio aos conflitos no Oriente Médio.

Segundo os organizadores, o cinedebate busca aproximar o público da produção cinematográfica palestina, historicamente marcada pelo enfrentamento ao apagamento cultural e pela denúncia da violência colonial.

Além disso, a atividade pretende discutir como o cinema tornou-se uma ferramenta de resistência diante das sucessivas ofensivas militares e do processo histórico de ocupação territorial vivido pelo povo palestino.

Nakba segue como símbolo de deslocamento e violência

A Nakba ocorreu em 1948 e provocou o deslocamento de mais de 700 mil palestinos de suas terras e cidades. Desde então, milhões de refugiados palestinos permanecem sem direito de retorno.

Enquanto isso, organizações internacionais e movimentos sociais denunciam o agravamento da violência humanitária em Gaza desde outubro de 2023, cenário que ampliou mobilizações de solidariedade em diferentes países.

Nesse contexto, manifestações culturais, debates públicos e exibições cinematográficas passaram a ocupar espaços de reflexão política e denúncia internacional.

Cinema palestino preserva memória e identidade coletiva

Ao longo das últimas décadas, o cinema palestino consolidou-se como uma das expressões artísticas mais importantes da resistência cultural no Oriente Médio.

Por meio de filmes, documentários e produções independentes, diretores palestinos transformaram memória, exílio e sobrevivência em linguagem política e artística.

Nesse sentido, Leila e os Lobos permanece como uma obra simbólica por abordar não apenas a ocupação militar, mas também o papel das mulheres nos processos de resistência e organização popular.

O evento é aberto ao público.

Serviço

Cinedebate: Leila e os Lobos
📍 Quixote Espaço Cultural — Rua Rio de Janeiro, 877, Maracanã
📅 Sexta-feira, 15 de maio de 2026
🕖 Início às 19h
🎟 Entrada gratuita


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