Estudantes denunciam violência de gênero e convocam ato na UNILA

Estudantes denunciam violência de gênero e convocam ato na UNILA

Manifestantes afirmam que respostas institucionais não enfrentam o problema de forma efetiva.

Mobilização ocorre em frente ao chamado banco vermelho da universidade. Foto: Unila.
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Foz do Iguaçu (PR) — Estudantes da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) convocaram para esta quarta-feira (20), ao meio-dia, um ato contra a violência de gênero dentro da instituição. A mobilização acontecerá em frente ao chamado “banco vermelho”, espaço simbólico ligado à luta pelo enfrentamento da violência contra as mulheres dentro do ambiente universitário.

O protesto ocorre após denúncias de assédio e violência envolvendo estudantes da universidade. Segundo as organizadoras da mobilização, mulheres realizaram recentemente uma intervenção no banco vermelho como forma de denunciar que ações simbólicas não têm sido suficientes para garantir segurança e proteção às vítimas.

As estudantes afirmam que a resposta institucional ao protesto provocou ainda mais indignação dentro da comunidade acadêmica. De acordo com o grupo, após a intervenção, o banco foi coberto com plástico e uma câmera de monitoramento foi instalada no corredor.

Para as manifestantes, a medida demonstra uma preocupação maior com o patrimônio físico da universidade do que com os episódios de violência denunciados pelas estudantes.

“A resposta da instituição foi cobrir o banco com um saco plástico e instalar câmera no corredor, mostrando a preocupação deles apenas com o patrimônio, mas não com as nossas vidas”, afirmaram as organizadoras em nota divulgada à comunidade universitária.

Violência de gênero e ambiente universitário

O debate sobre violência de gênero dentro das universidades brasileiras tem ganhado força nos últimos anos, especialmente diante do aumento de denúncias de assédio moral, violência psicológica, perseguições e casos de violência sexual em espaços acadêmicos.

Na UNILA, estudantes vêm cobrando maior transparência nos encaminhamentos, fortalecimento das políticas de acolhimento e mecanismos mais efetivos de prevenção e proteção às mulheres dentro da instituição.

O ato desta quarta-feira também surge como reação ao que estudantes classificam como tentativas de silenciamento das denúncias e de controle sobre manifestações políticas dentro do campus. A mobilização deve reunir coletivos estudantis, movimentos feministas e integrantes da comunidade acadêmica.

Universidade afirma que denúncias foram encaminhadas

Em nota, a UNILA afirmou considerar legítimas as manifestações contra a violência de gênero e destacou que possui setores voltados ao acolhimento de mulheres vítimas de violência dentro da universidade.

Segundo a instituição, todos os casos registrados foram encaminhados aos órgãos competentes e seguem em apuração sigilosa quando envolvem integrantes da comunidade universitária.

A universidade também afirmou que tem atuado em parceria com o Ministério das Mulheres, Ministério da Educação e a rede de proteção do município para fortalecer políticas de combate à violência de gênero.

“A promoção de um ambiente universitário livre de agressões tem sido um dos principais focos dos esforços empreendidos pela instituição nos últimos anos”, informou a UNILA.

A instituição destacou ainda que realiza ações preventivas, atividades formativas e diálogos com coletivos estudantis voltados à conscientização e enfrentamento da violência contra as mulheres.


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